O ministério de aconselhamento
Aconselhar é uma prática tão antiga quanto à humanidade. .
Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
INTRODUÇÃO
Aconselhar é uma prática tão antiga quanto à humanidade. É uma das práticas mais comuns entre nós. Trata-se de um dos melhores meios de ajudar pessoas. Não é surpresa de que Deus, ao dotar a Igreja com vários dons, também se valha dessa habilidade tão valiosa, transformando-a num dom. Aliás, a tradução do verso chave na presente lição, em outra versão, é esclarecedor nesse sentido “A uma pessoa o Espírito concede a capacidade de dar conselhos sábios; um outro pode ser particularmente apto para estudar e ensinar, e este é o seu dom vindo do mesmo Espírito” (1Co 12.8 BV, grifamos).
O aconselhamento pode ser visto sob várias óticas: como uma prática comum entre pessoas, como uma profissão (consultoria), como um dom específico e este como um ministério. Até que o aconselhamento galgue o status de ministério, como o conhecemos hoje, há um longo caminho.
O objetivo desta lição é traçar brevemente as raízes dessa prática, até que chegue no Novo Testamento como um dom, pratica esta recomendada e exercida na Igreja do primeiro século, que se constitui um fundamento para todos os cristãos que se sintam dotados desse encargo.
CONSELHO NO ANTIGO TESTAMENTO
A prática e o valor do conselho são celebrados durante toda a Bíblia. Longe de ser uma prática exclusiva entre o povo de Deus, a Bíblia nos dá conta de que, no mundo secular, reis se cercavam de sábios, magos, encantadores e feiticeiros como conselheiros (Gn 41.12; Dn 2.2). Como se pode perceber, o conselho e a prática de aconselhar era uma prática comum, independentemente do seu caráter e natureza.
Um estudo das palavras hebraicas, relacionadas ao ato de aconselhar, nos dá uma idéia da importância dessa prática milenar. Meiburg75, escrevendo sobre The Heritage of Pastoral Counselor (A Herança do Conselheiro Pastoral), discorre sobre várias palavras com essa conotação. A palavra mais usada, na forma de substantivo, é a palavra etsah, a qual ocorre vezes no Antigo Testamento. Como verbo, yaatz ocorre 23 vezes e tem o sentido de “dar ou receber conselho”. Essas palavras também podem significar “conselho dado ou recebido”, “planos formados”, ou a “habilidade em fazer planos”. Ainda, uma outra palavra hebraica interessante é sodth, que tem o sentido do “sentar junto” ou “uma assembleia”, tanto de amigos que conversam intimamente, ou de juízes que se consultam (Pv 15.22). Sodh pode também denotar conversação familiar (Sl 55.14). E, como verbo, sodh tem o sentido de “fazer desnudado” ou “descobrir”, no sentido de “revelar um segredo” (Pv. 11.13).
Além das palavras que denotam conselho, o Antigo Testamento nos fala, em primeiro lugar, de Deus como tendo conselho e sendo conselheiro daqueles que O buscam (Jó 12.13; 15.8; Sl 33.11; 73.24; Pv 19.21). Sendo Ele Deus, não precisa de conselho (Is 40.14). Infelizmente nem sempre o Seu povo recorreu ao conselho de Deus e por isso sofreu consequências desnecessárias (Js 9.14; Is 30.1). Assim como Jó, podemos escurecer o conselho de Deus (Jo 38.2; 42.3).
O profeta Isaías descreve o Messias como alguém sobre quem repousa “o Espírito de conselho e fortaleza” (Is 11.2) e o chama de “Maravilhoso Conselheiro” (Is 9.6). No livro de Provérbios, o conselho é exaltado. Serve tanto para o simples, para os jovens, para o sábio, para o filho que precisa deensino (Pv 1.4,5); nele, a sabedoria personificada, é dita como conselheira (Pv. 1.25,30; 8.12,14). Pessoas que seguem os seus próprios conselhos e não os da sabedoria podem perecer (Pv 1.31; 20.5). Situações, como guerra e grandes projetos carecem de conselhos (Pv 15.22; 20.18). Até os ímpios podem dar conselhos e desvirtuar o justo (Jó 21.16; 22.18; Sl 1.1).
Quando pensamos em personagens bíblicos de conselheiros no Antigo Testamento alguns personagens nos vêm à mente, como protótipos dos atuais conselheiros cristãos. Temos o caso de Jetro, sogro de Moisés, que o aconselhou em como resolver o seu difícil trabalho de atender tanta gente que vinha para o seu famoso genro (Ex 18.13-26). No tempo dos Juízes, Samuel destacava-se como um importante conselheiro em seu trabalho itinerante, ouvindo controvérsias, julgando causas, ensinando e aconselhando à medida em que as necessidades apareciam (1 Sm 28.7-25). Embora os profetas, em seu papel, tivessem a função primeira de serem arautos e não conselheiros, eles também se interessavam por aquilo que caracteriza os conselheiros: coisas do coração. Exemplos disso são: Jeremias e Ezequiel.
CONSELHO NO NOVO TESTAMENTO
No Novo Testamento, à semelhança do Antigo Testamento, o aconselhamento era uma prática comum. Para melhor entendermos essa prática, podemos analisá-la de várias maneiras: quem praticava o aconselhamento, que dom nas várias listas de dons do Novo Testamento pode ser associado ao dom do aconselhamento, que palavras específicas pressupõem o dom e à prática do aconselhamento, como era praticado e como se deve proceder no dom e na prática do aconselhamento.
O aconselhamento praticado por líderes e cristãos em geral
O aconselhamento no Novo Testamento era praticado tanto por líderes quanto por membros comuns. Ou seja, a prática do aconselhamento não era uma atividade exclusiva de algumas pessoas, mas sim uma prática generalizada.
A começar de Jesus, Este se destaca como o grande conselheiro. Ninguém melhor do que Ele compreendia e lidava com as questões da alma humana e suas necessidades. No livro “Cada Pastor um Conselheiro”, resume bem a insuperável habilidade de Jesus, em seu papel de conselheiro:
O Senhor Jesus Cristo era conselheiro por excelência. Ele tinha a graça, a simpatia, o poder espiritual e o amor, mediante as quais Ele conquistava para si os homens. Seu amor era pessoal, compreensivo e intuitivo. Se nós o seguirmos de modo consistente, não somente nos tornaremos pescadores de homens, mas também, restauradores de homens.
Os apóstolos, por meio de cartas e pessoalmente, também aconselhavam pessoas e igrejas inteiras nos mais variados temas, os quais também são comuns no aconselhamento dos nossos dias: relacionamento interpessoal, casamento, relacionamento conjugal, sexo, finanças, educação de filhos, relação entre empregados e patrões etc. Com muita probabilidade, outros líderes que trabalhavam na igreja local, também exerciam esse papel, especialmente os presbíteros, que tinham funções pastorais (At 20.28-32; 1 Pe 5.1-4).
No entanto, a prática do aconselhamento era feita também por membros comuns da igreja local e encorajada pelos apóstolos, para a edificação da Igreja (Veja Rm 12.15; 15.14; Gl 6.1,2; 2 Ts 3.15). Olhando por esse prisma, o aconselhamento, assim como outros dons (socorros, contribuição, misericórdia, por exemplo) é, antes de tudo, um dever de todos os membros.
Isso é muito importante porque é um reforço na edificação do corpo de Cristo. A demanda por aconselhamento é mais do que líderes específicos poderiam dar conta. Que cristão já não se viu numa situação em que precisou dar um conselho a alguém necessitado? Que cristão, que conhece as Escrituras, não pode dar um conselho? Assim, todos podem e devem praticá-lo, quando necessário. É maravilhoso saber que membros da Igreja podem ser usados por Deus para edificar a mesma.
O ACONSELHAMENTO COMO UM DOM
Porém, conquanto o dever do aconselhamento pertença a todo corpo de Cristo, existem pessoas específicas dentro da Igreja que têm não somente o dever mas também, o dom específico para aconselhar, quer coletivamente, quer publicamente, ou mesmo privativamente. Vários líderes tinham esse dom. Como exemplo, podemos pensar no apóstolo Paulo e seu filho na fé, Timóteo. Quando consultamos, por exemplo, a carta do apóstolo a Timóteo, vemo-lo exortando ao seu filho na fé, pastor da igreja de Éfeso, em suas questões pessoais (1 Tm 5.20; 6.13; 2 Tm 1.6), como também o instruindo a exortar a todos: hereges (1 Tm 1.3), os homens idosos, os jovens, as mulheres idosas (1 Tm 5.1,2).
Em termos de dons espirituais, não vemos o aconselhamento mencionado como um dom específico, nas várias listas de dons do Novo Testamento (Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-10; 28-30; Ef 4.11), embora este existisse, com certeza, nos círculos cristãos, sob várias formas e em vários níveis. Dentre todos os dons, existe um que se pode associar ao aconselhamento. Trata-se do “dom da exortação”. Collins, um dos mais proeminentes escritores da atualidade, sobre aconselhamento, traça uma correlação entre o dom da exortação e o aconselhamento:
Em Romanos 12.8 nós lemos acerca do dom da exortação. A palavra grega é paraklesis, que significa ‘vir ao lado de para ajudar’. A palavra implica advertir, confrontar, dar suporte, e encorajar pessoas para enfrentar o futuro. Tudo isso soa muito como aconselhamento, e tudo se refere a um dom dado por Deus para um seleto grupo de crentes.
Wagner, corroborando o que Collins diz anteriormente, define o dom da exortação da seguinte maneira:
O dom da exortação é aquela qualidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para ministrar palavras de consolo, encorajamento, ânimo e conselho a outros membros do Corpo, de tal modo que estes se sentem ajudados e curados.
Além da palavra “exortação” (paraklesis) usada para designar um dom específico, incluso na prática do aconselhamento (Rm 12:8), existem outras palavras gregas que também caracterizam o aconselhamento. Curiosamente, quatro delas se encontram num só versículo numa das cartas do apóstolo Paulo aos Tessalonicenses, incluindo a palavra “exortação”. Confira: “Também exortamos (paraklesis) a vocês, irmãos, a que admoestem (noutheo) os que vivem de forma desordenada, consolem (paramutheomai) os desanimados, amparem (antecho) os fracos, e sejais pacientes com todos” (1Ts 5:14, grifamos). Além disso, as três palavras resumem três grandes objetivos do aconselhamento: admoestar, encorajar/ consolar e amparar.
Por último, outras práticas recomendadas pelos apóstolos também encorajam, implicitamente, a prática do aconselhamento. (Rm 12.15; 15.14; Gl 6.1,2; 2 Ts 3.15).
AINFORMALIDADE E A FORMALIDADE DO ACONSELHAMENTO
O aconselhamento no Novo Testamento era praticado tanto informal quanto informalmente. Isso fica evidente ao lermos os documentos bíblicos. Tanto pessoas comuns, membros de igreja, como líderes, com funções mais específicas, aconselhavam. Exemplos disso se verifica na atuação do casal Áquila e Priscila que aconselharam Apolo a respeito da sua incompleta teologia e fé (At 18.24-28) e Timóteo, o qual, formalmente deveria exortar alguns em Éfeso a não ensinarem outra doutrina e nem se ocuparem com fábulas e genealogias indevidamente (1 Tm 1.3,4).
A PRÁTICA COLETIVA E PRIVATIVA DO ACONSELHAMENTO
Quanto à prática coletiva e privativa do aconselhamento, isso também é fácil de perceber ao lermos as páginas do Novo Testamento. Jesus, por exemplo, exortava pessoas tanto coletiva e publicamente quanto privativamente. Os Seus discursos e ensinos públicos, tanto para o público em geral (Mt caps 5 – 7) quanto para o grupo dos apóstolos (Mc 4.10-20; 9.28,29) estão cheios de conselhos. Nicodemos, no entanto, foi aconselhado privativamente, quando procurou conhecer a Jesus (Jo 3.1-15).
COMO DEVE SER FEITO O ACONSELHAMENTO
A Bíblia não nos apresenta, entre outras coisas, técnicas de aconselhamento e nem uma lista formal de princípios de atendimento à pessoas. Mesmo assim, podemos encontrar exemplos de como o aconselhamento era feito e algumas recomendações de como conselheiros deveriam fazê-lo, tanto em situações específicas como em relação a algumas classes de pessoas.
De acordo com Paulo, o dom da exortação, de um modo geral, deve ser exercido com dedicação (Rm 12.8, RA). Segundo Champlin, isso pressupõe investimento de tempo e esforço, caracterizando um trabalho contínuo, como um ministério efetivo.
Quando lemos as cartas pastorais, vemos o apóstolo Paulo exortando aos seus colegas de ministério e filhos na fé, Tito e Timóteo, no seu trabalho de aconselhamento, a como dirigir-se a classes de pessoas. Para Timóteo, por exemplo, o apóstolo recomenda brandura, paciência, mansidão (2 Tm 2.24.25), longanimidade (2 Tm 4.2), respeito e pureza (2 Tm 5.1,2). Para Tito, por sua vez, recomenda que admoeste o homem faccioso (Tt 2.10). Nessas cartas e em outros documentos neotestamentários, vê-se que todos os públicos são objeto de aconselhamento: hereges, pessoas facciosas, idosos, jovens (moços e moças) etc e, nas mais variadas situações: os desanimados, os insubmissos, os fracos, aqueles que estão em pecado, em erro doutrinário etc.
Muito podemos aprender sobre a prática e o dom do aconselhamento, observando como grandes líderes bíblicos aconselhavam pessoas e seus públicos. Um exemplo disso é o apóstolo Paulo. Embora fosse primeiramente um missionário, ele era também um pastor. Suas cartas estão permeadas de conselhos pastorais, ante aos problemas que apareciam nas igrejas. Uma gama de assuntos era objeto de seus conselhos: conflitos entre irmãos, casamentos mistos, divórcio, relações sexuais ilícitas, relações entre senhores e escravos etc, além dos assuntos espirituais e doutrinários.
A encarnação do conselheiro ideal, acima de todos pode ser visto em Jesus. Ele tinha uma percepção singular das necessidades e dos problemas das pessoas. Nunca Lhe faltou a compaixão. O Seu ministério foi uma série de variações sobre o tema, desde o Seu discurso inicial em Nazaré (Lc 4.18). Em Seu ministério a pessoas individuais, Jesus demonstrou simpatia, honestidade, sinceridade, e paciência.
CONCLUSÃO
Nenhum membro está livre da responsabilidade de participar na edificação do corpo de Cristo. Além dos dons espirituais democratizarem e distribuírem o trabalho entre todos os membros da Igreja, existem os deveres cristãos, ou seja, mesmo que alguém não possua um determinado dom a ser exercido especialmente, cada um deve estar aberto para ser usado pelo Espírito Santo, em qualquer situação, mesmo que seja excepcionalmente, para aconselhar alguém que precisa de ajuda.
QUESTÕES PARA DISCUSSÃO EM CLASSE
1. Quem o Antigo Testamento apresenta como o maior e melhor conselheiro? Quais os riscos de não se recorrer aos conselhos Dele? ( Js 9:14; Is 30:1)
R.
2. Cite os personagens do Antigo Testamento que atuaram como conselheiros e dê exemplos da atuação deles.
R.
3. Como o aconselhamento pode ser visto em o Novo Testamento? Ele é listado como um dos “Dons Espirituais”? (Rm 12:6-8; 1Co 12:8-10; 28-30; Ef 4:11). Se não, qual a razão?
R.
4. Existe diferença entre a prática do aconselhamento e a do “dom do aconselhamento”?
R.
5. Em 1 Tessalonicenses 5:14, Paulo usa três palavras relacionadas com o aconselhamento. Quais são elas e que relação elas têm com o aconselhamento?
R.
6. Qual a importância do aconselhamento na igreja? Em sua opinião, o aconselhamento pode ser praticado apenas por pessoas treinadas ou também por membros leigos?
R.
1 Coríntios 12:8
8 Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento;
1Co 12
1 A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
2 Sabeis que, outrora, quando éreis gentios, deixáveis conduzir-vos aos ídolos mudos, segundo éreis guiados.
3 Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo.
Gn 41
1 Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho. Parecia-lhe achar-se ele de pé junto ao Nilo.
2 Do rio subiam sete vacas formosas à vista e gordas e pastavam no carriçal.
3 Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio.
Dn 2
1 No segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve este um sonho; o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono.
2 Então, o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei.
3 Disse-lhes o rei: Tive um sonho, e para sabê-lo está perturbado o meu espírito.
Pv 15
1 A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.
2 A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia.
3 Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.
Sl 55
1 Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração; não te escondas da minha súplica.
2 Atende-me e responde-me; sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado,
3 por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio; pois sobre mim lançam calamidade e furiosamente me hostilizam.
Jó 12
1 Então, Jó respondeu:
2 Na verdade, vós sois o povo, e convosco morrerá a sabedoria.
3 Também eu tenho entendimento como vós; eu não vos sou inferior; quem não sabe coisas como essas?
Sl 33
1 Exultai, ó justos, no SENHOR! Aos retos fica bem louvá-lo.
2 Celebrai o SENHOR com harpa, louvai-o com cânticos no saltério de dez cordas.
3 Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo.
Pv 19
1 Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso de lábios e tolo.
2 Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado.
3 A estultícia do homem perverte o seu caminho, mas é contra o SENHOR que o seu coração se ira.
Is 40
1 Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.
2 Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniquidade está perdoada e que já recebeu em dobro das mãos do SENHOR por todos os seus pecados.
3 Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus.
Js 9
1 Sucedeu que, ouvindo isto todos os reis que estavam daquém do Jordão, nas montanhas, e nas campinas, em toda a costa do mar Grande, defronte do Líbano, os heteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus,
2 se ajuntaram eles de comum acordo, para pelejar contra Josué e contra Israel.
3 Os moradores de Gibeão, porém, ouvindo o que Josué fizera com Jericó e com Ai,
Is 30
1 Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que executam planos que não procedem de mim e fazem aliança sem a minha aprovação, para acrescentarem pecado sobre pecado!
2 Que descem ao Egito sem me consultar, buscando refúgio em Faraó e abrigo, à sombra do Egito!
3 Mas o refúgio de Faraó se vos tornará em vergonha, e o abrigo na sombra do Egito, em confusão.
Is 11
1 Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo.
2 Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.
3 Deleitar-se-á no temor do SENHOR; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos;
Is 9
1 Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios.
2 O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.
3 Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos.
Pv 1
1 Provérbios de Salomão, filho de Davi, o rei de Israel.
2 Para aprender a sabedoria e o ensino; para entender as palavras de inteligência;
3 para obter o ensino do bom proceder, a justiça, o juízo e a equidade;
Pv 1
1 Provérbios de Salomão, filho de Davi, o rei de Israel.
2 Para aprender a sabedoria e o ensino; para entender as palavras de inteligência;
3 para obter o ensino do bom proceder, a justiça, o juízo e a equidade;
Pv 15
1 A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.
2 A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia.
3 Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.
Jó 21
1 Respondeu, porém, Jó:
2 Ouvi atentamente as minhas razões, e já isso me será a vossa consolação.
3 Tolerai-me, e eu falarei; e, havendo eu falado, podereis zombar.
Sl 1
1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3 Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido.
Ex 18
1 Ora, Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a Israel, seu povo; como o SENHOR trouxera a Israel do Egito.
2 Jetro, sogro de Moisés, tomou a Zípora, mulher de Moisés, depois que este lha enviara,
3 com os dois filhos dela, dos quais um se chamava Gérson, pois disse Moisés: Fui peregrino em terra estrangeira;
1 Sm 28
1 Sucedeu, naqueles dias, que, juntando os filisteus os seus exércitos para a peleja, para fazer guerra contra Israel, disse Aquis a Davi: Fica sabendo que comigo sairás à peleja, tu e os teus homens.
2 Então, disse Davi a Aquis: Assim saberás quanto pode o teu servo fazer. Disse Aquis a Davi: Por isso, te farei minha guarda pessoal para sempre.
3 Já Samuel era morto, e todo o Israel o tinha chorado e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; Saul havia desterrado os médiuns e os adivinhos.
At 20
1 Cessado o tumulto, Paulo mandou chamar os discípulos, e, tendo-os confortado, despediu-se, e partiu para a Macedônia.
2 Havendo atravessado aquelas terras, fortalecendo os discípulos com muitas exortações, dirigiu-se para a Grécia,
3 onde se demorou três meses. Tendo havido uma conspiração por parte dos judeus contra ele, quando estava para embarcar rumo à Síria, determinou voltar pela Macedônia.
1 Pe 5
1 Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda coparticipante da glória que há de ser revelada:
2 pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade;
3 nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.
Rm 12
1 Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
3 Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
Gl 6
1 Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.
2 Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.
3 Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana.
2 Ts 3
1 Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós;
2 e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos.
3 Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno.
1 Tm 5
1 Não repreendas ao homem idoso; antes, exorta-o como a pai; aos moços, como a irmãos;
2 às mulheres idosas, como a mães; às moças, como a irmãs, com toda a pureza.
3 Honra as viúvas verdadeiramente viúvas.
2 Tm 1
1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus, de conformidade com a promessa da vida que está em Cristo Jesus,
2 ao amado filho Timóteo, graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor.
3 Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com consciência pura, porque, sem cessar, me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia.
1 Tm 1
1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pelo mandato de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança,
2 a Timóteo, verdadeiro filho na fé, graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor.
3 Quando eu estava de viagem, rumo da Macedônia, te roguei permanecesses ainda em Éfeso para admoestares a certas pessoas, a fim de que não ensinem outra doutrina,
1 Tm 5
1 Não repreendas ao homem idoso; antes, exorta-o como a pai; aos moços, como a irmãos;
2 às mulheres idosas, como a mães; às moças, como a irmãs, com toda a pureza.
3 Honra as viúvas verdadeiramente viúvas.
Rm 12
1 Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
3 Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
1 Co 12
1 A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
2 Sabeis que, outrora, quando éreis gentios, deixáveis conduzir-vos aos ídolos mudos, segundo éreis guiados.
3 Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo.
Ef 4
1 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados,
2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
3 esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;
Romanos 12
1 Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
3 Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
Rm 12:8
8 ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.
1Ts 5:14
14 Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos.
Rm 12
1 Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
3 Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
Gl 6
1 Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.
2 Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.
3 Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana.
2 Ts 3
1 Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós;
2 e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos.
3 Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno.
At 18
1 Depois disto, deixando Paulo Atenas, partiu para Corinto.
2 Lá, encontrou certo judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles.
3 E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas.
1 Tm 1
1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pelo mandato de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança,
2 a Timóteo, verdadeiro filho na fé, graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor.
3 Quando eu estava de viagem, rumo da Macedônia, te roguei permanecesses ainda em Éfeso para admoestares a certas pessoas, a fim de que não ensinem outra doutrina,
Mc 4
1 Voltou Jesus a ensinar à beira-mar. E reuniu-se numerosa multidão a ele, de modo que entrou num barco, onde se assentou, afastando-se da praia. E todo o povo estava à beira-mar, na praia.
2 Assim, lhes ensinava muitas coisas por parábolas, no decorrer do seu doutrinamento.
3 Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
Jo 3
1 Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus.
2 Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.
3 A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Rm 12
1 Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
3 Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
2 Tm 2
1 Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus.
2 E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.
3 Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus.
2 Tm 4
1 Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:
2 prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.
3 Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos;
Tt 2
1 Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.
2 Quanto aos homens idosos, que sejam temperantes, respeitáveis, sensatos, sadios na fé, no amor e na constância.
3 Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem,
Lc 4
1 Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto,
2 durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome.
3 Disse-lhe, então, o diabo: Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão.
Js 9:14
14 Então, os israelitas tomaram da provisão e não pediram conselho ao SENHOR.
Is 30:1
1 Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que executam planos que não procedem de mim e fazem aliança sem a minha aprovação, para acrescentarem pecado sobre pecado!
Rm 12:6-8
6 tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé;
7 se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo;
8 ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.
1Co 12:8-10
8 Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento;
9 a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar;
10 a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las.
Ef 4:11
11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,
1 Tessalonicenses 5:14
14 Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos.