Poder sobre a natureza e os espíritos malignos
E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?
E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?
Na lição dessa semana serão apresentados relatos que demonstram o Poder de Jesus sobre a natureza e sobre os demônios. Foi surpreendente para os discípulos presenciarem a natureza se conter e se calar diante da ordem do Mestre. Até então, eles já tinham presenciado, ao lado do Senhor Jesus, sinais de curas e milagres, mas verem as forças da natureza e até os demônios, como no episódio do endemoniado gadareno, se renderem a Jesus, isso eles ainda não tinham presenciado. Tal manifestação deixou os discípulos maravilhados. Fatos esses que demonstram o quanto Jesus pode intervir para proporcionar o bem-estar ao homem.
O PODER DE JESUS SOBRE A NATUREZA
Durante todo o dia Jesus esteve assentado num barco, anunciando o Evangelho por meio de parábolas. O barco que Ele usou como púlpito, agora seria o veículo a conduzi-los à outra margem. Já era noite, o Senhor deu a ordem: “Passemos para o outro lado”. Os discípulos estavam acostumados com as águas do mar de Tiberíades (mar da Galileia), sabiam das possíveis dificuldades a serem enfrentadas; ventos fortes e tempestades repentinas, por este lago estar abaixo do nível do mar, quase inteiramente cercado de serras, das quais se desencadeiam repentinamente grandes borrascas, o que poderia se agravar ainda mais por estar anoitecendo (Mc 4:35). Na ocasião, se fossem questionados marinheiros ou mesmo pescadores, não diriam ser um bom momento para entrar no mar. Porém, Jesus sendo Senhor da terra e do mar, disse aos discípulos para partirem. Obedecendo a ordem do Mestre eles seguem e depois de um dia cheio de ensinamentos, o Senhor se recolhe na popa do barco e acaba dormindo. Esse fato salienta sua total humanidade; nosso Senhor era genuinamente humano, embora sem a horrível propensão para o pecado herdada de Adão (Rm 8:3; Rm 5:12; 2Co 5:21). Fazendo um paradoxo entre esse fato e o trabalho ministerial, pode-se afirmar que depois de um dia de estudos, pregações e simpósios acerca do Evangelho, o corpo humano se rende a um cansaço e por vezes até à exaustão. Depois de um dia inteiro, o corpo e a mente encontram-se cansados. Foi o que ocorreu com o Senhor Jesus naquele dia, porque como homem, em seu aspecto físico não era diferente de nós, sentia fome e sono como qualquer outros ser humano. Então naquela, noite na popa do barco, Ele adormeceu.
Sobre isso podemos afirmar que a compreensão sobre a humanidade de Cristo é essencial para fé cristã. Tanto que o apóstolo João condena severamente aqueles que negam “que Jesus Cristo veio em carne” (1Jo 4:2; 2Jo 7). Essas palavras foram dirigidas a uma forma antiga de heresia conhecida como docetismo (do termo grego dokeo, “parecer”). Os docetistas ensinavam que Jesus era divino (porém não o próprio Deus), mas que apenas parecia humano. Alegavam que Ele era uma espécie de fantasma, um mestre que, na verdade, não viveu e morreu como ser humano. As escrituras deixam claro que Jesus era um homem. Ele experimentou limitações humanas como fome (Mt 4:2), o cansaço (Jo 4:6) e o desconhecimento de certos fatos (Mc 13:32; Lc 8:45-47). Experimentou a dor do choro (Jo 11:35,38), da aflição (Mc 14:32-42; Lc 12:50; Hb 5:7-10) e do sofrimento na cruz (Mt 27:46; Mc 15:34). Uma vez que era divino, Jesus não podia pecar; mas, uma vez que era humano, ainda podia ser verdadeiramente tentado (Hb 4:15). Jesus também precisava lutar contra as tentações, mais sempre resistia até vencê-las (Mt 4:1-11).
Especificamente no Evangelho de Marcos, relata a respeito de outros barcos que foram junto do de Jesus (Mc 4:36). Certamente os outros discípulos, possivelmente os 70, que andavam junto com Jesus, passaram por momentos onde sua fé fora testada de tal forma que excedia suas experiências e seus conhecimentos acerca do Mestre.
Não é diferente com as experiências pessoais que nos sucedem. Às vezes Deus leva-nos a grandes tempestades e a águas profundas, não para afogar-nos, mas para limpar-nos e ensinar-nos a vivermos e experimentarmos o que está além de nosso conhecimento ou recursos, situações pelas quais nós teremos que viver pela fé, como nos ensina o escritor aos Hebreus (Hb 10:38)
A Bíblia traz muitos exemplos de pessoas que passaram por situações extremas: Daniel na cova dos leões (Dn 6), Hananias, Azarias e Misael, diante da fornalha de fogo ardente (Dn 3), Moisés diante do Mar Vermelho (Ex 14:10-29), este são apenas alguns dos inúmeros relatados nas Escrituras, homens comuns que experimentaram e presenciaram de maneira sobrenatural a revelação do poder de Deus por meio de sua fé. Diante disso, fica clara a necessidade da Igreja do Senhor Jesus viver experiências profundas, para que tenha sua fé fortalecida em Cristo, Aquele que detém todo poder.
Voltando ao texto em estudo percebemos que por maiores que fossem suas experiências com relação a pescaria, tempestades e naufrágios, para os discípulos nada se comparava àquele momento que ia além de sua compreensão, talvez por alguns instantes teriam hesitado em despertar o Mestre. Quantos dos filhos de Deus têm se visto na mesma situação, hesitando em clamar pelo Mestre nos momentos difíceis. É comum tentar resolver com seus próprios recursos, até que se vejam sem saída e então se ouve o clamor: “Mestre, vamos morrer! ” (Lc 8:24b, NVI). A tempestade era tamanha, mesmo tendo a presença de Jesus no barco, faltou-lhes fé para crer que tudo iria ficar bem, mesmo que as águas enchessem o barco, não seria permitido afundar a embarcação em que o Senhor estava a descansar. Ao despertarem o Mestre, “Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: Aquiete-se! Acalma-se! O vento se aquietou, e fez-se bonança”. (Mc 4:39 NVI).
Muitas vezes, ocorre o fato de convivermos com pessoas ao nosso lado e não as conhecermos, como os discípulos, que a tempo estavam seguindo Jesus e ainda não tinham dimensão do poder Dele. Tamanho foi o espanto ao verem o domínio de Cristo sobre a força da natureza que exclamaram: “Quem é este que até aos ventos e ás águas dá ordens, e eles lhe obedecem?”.
Isso ocorre em muitas situações da vida, devido à direção em que se está olhando. Os discípulos, aquela noite, olhavam o vento, o balançar brusco do barco, os raios e a fúria do mar revolto. Assim, as lutas e provações passam à nós a aparência de que são maiores que Deus. E quando é possível, pelos olhos da fé e a infinita misericórdia do Senhor, assistir bem de perto Deus acalmar o vento, a tempestade e as ondas furiosas, ficamos surpresos com o poder de um Deus que tem domínio sobre tudo e todos, até mesmo sobre a natureza.
É revelado pelo próprio Cristo que todo poder é detido em Suas Palavras e que tudo foi criado por Ele e para Ele (Cl 1:16-17) e que não há nada que não se sujeite à Sua voz.
A EXISTÊNCIA DOS DEMÔNIOS E O QUE ELES FAZEM COM O SER HUMANO
Depois dos discípulos terem presenciado tamanha manifestação do poder e autoridade de Cristo sobre as forças da natureza, prosseguiram viagem, o destino foi uma cidade chamada Gadara, que era uma das cidades de Decápolis (do grego; Dez cidades. Confederação de dez cidades gregas, situadas de ambos os lados do rio Jordão e ao sul do Mar da Galileia).
Ao desembarcarem na cidade, saiu ao encontro de Jesus um homem que há muito tempo estava possesso de demônios. Os relatos bíblicos descrevem a situação desse homem de forma assustadora: ele era atormentado dia e noite, clamava pelos sepulcros e montes, ferindo-se com pedras, andava despido e não habitava em casas, por vezes foi preso em cadeias e grilhões, tais quais não podiam prendê-lo, pois todas eram por ele despedaçadas. Era uma vida sem liberdade alguma, aquele homem andava sob o domínio de Satanás, tomado por um senso de autodestruição.
É claramente notado o que Satanás e seus demônios fazem com a vida das pessoas. Aquele homem é a demonstração da destruição causada por Satanás. O diabo faz com que o homem perca o amor próprio, perca o sentido, perca o amor à vida, leva-o a um tormento existencial, ao fundo do poço, torna-o um capacho. Satanás destrói a vida do homem que não tem Jesus, tira a sua paz, tira sua harmonia, devasta sua dignidade, seu casamento, sua família, seu corpo e atormenta a alma. Tudo isso é relatado através da triste história daquele jovem de Gadara, que andava nu e se autoflagelava. O diabo faz assim com o ser humano, ele tira a percepção do que é puro, do que é bonito, perfeito, do que é legítimo, ele deforma a existência da humanidade.
Gadara era uma cidade gentílica, por isso havia ali pessoas que trabalhavam criando porcos, animais considerados imundos pelos judeus. A princípio a sociedade daquela cidade se incomodava com a situação daquele jovem. Os relatos bíblicos nos contam que muitas vezes as pessoas o aprisionaram em cadeias e até grilhões, mas nada disso o detia, havia nele uma força extraordinária cedida por Satanás, na verdade as prisões daquele jovem eram invisíveis, espirituais. Mas depois de várias tentativas, a população da cidade decidiu apenas afastá-lo do convívio da sociedade. Antes o jovem os incomodava, agora nota-se certa acomodação por parte deles, diluíram o que causava transtorno a todos em meio a rotina do dia a dia daquela cidade. Talvez Gadara tenha ficado conhecida como a cidade dos demônios, uma cidade isolada, indesejada. Talvez não fosse mais visitada pela circunvizinhança.
Satanás causa então um efeito de separação de Deus, e o que ele usa para esse fim é o pecado. Envolve cada vez mais sua rede de mentiras e submete o homem afastado da presença de Deus a essa situação avassaladora, como a que se encontrava aquele jovem. Totalmente dominado.
A AUTORIDADE DE JESUS SOBRE OS DEMÔNIOS
Logo que aquele homem se encontra na presença de Jesus, ele se prostra diante dEle e faz uma declaração, O chama de “Filho do Deus Altíssimo”. Perceba que os demônios, apesar de lutarem arduamente contra o poder e a autoridade de Jesus, reconhecem quem está diante deles e estremecem com isso! Satanás sabe com quem combate, ele sabe quem nos defende, e naquele instante ele sabia que a presença bendita de Jesus seria a libertação daquela alma aprisionada. Era grande a tortura daquele jovem, seu sofrimento além de contínuo era intenso, pois ele era muito afligido.
O demônio, ao identificar-se perante de Jesus, denomina-se da seguinte forma: “Legião, porque somos muitos”. Legião era a grande unidade do exército romano composta das tropas de infantaria e cavalaria com um número de 6.000 soldados. É possível imaginar o tamanho da opressão que sofria o jovem gadareno! Tormento intenso, constante e infernal. Ele tinha uma vida sub-humana, sem esperanças, sem perspectivas. Mas ao deparar-se com Cristo sua história foi mudada. O fato é que apesar de Satanás ser nosso inimigo mais forte e seus demônios trabalharem em conjunto e constantemente contra nós seres humanos, fica claro através do relato bíblico, que seu poder é limitado. A presença de Jesus incomoda, desestrutura, desestabiliza Satanás, porque ele conhece o Criador, sabe de Seu poder infinito, Sua Soberania e autoridade.
Segundo o texto narrado por Lucas, o demônio “legião” ele faz um pedido: “rogo-te que não me atormentes”. Trazendo à luz do próprio contexto, eles estavam pedindo a Jesus que não lhes incomodassem, ou seja, que Jesus não fizesse oposição a eles. No território de Gadara eles agiam em total liberdade sem qualquer tipo de oposição vinda de qualquer pessoa. Esse pedido provavelmente reflete o medo que os demônios tinham de que Jesus os expulsassem daquela região. Talvez seja por isso que preferiram habitar em porcos do que serem expulsos da cidade: “E rogavam-lhe que não os mandasse para o abismo. Ora, andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos; rogaram-lhe, pois que lhes permitisse entrar neles, e lho permitiu” (Lc 8:31-32). E quando finalmente entram nos porcos, os animais se precipitaram no despenhadeiro do lago morreram afogados. Pode-se dizer que com isso, o jovem teria agora uma confirmação do afastamento total dos espíritos malignos.
O VALOR DE UMA VIDA PARA JESUS
A visita de Jesus a Gadara não foi um acidente de percurso e nem ao menos um passeio turístico. Ele foi até aquele lugar com uma missão especial. Havia naquela cidade um jovem possesso de muitos demônios, alguém que há muito tempo sofria forte opressão maligna, se machucava com pedras, dormia em sepulcros, andava por lugares íngremes, deserto, caverna, etc. Um homem que andava nu pela cidade. Uma pessoa que ninguém conseguia ajudar, e ao que parece, havia sido abandoando pela sociedade.
Parece que a sociedade, os amigos e até a família daquele jovem haviam desistido dele. Mas Jesus não. Sua ida àquela cidade foi proposital. Quanto vale uma vida pra Jesus? Mesmo depois de um dia exaustivo, depois de enfrentar uma tempestade terrível Ele decidiu estar lá, decidiu ir até aquela cidade para salvar uma alma oprimida, para salvar aquele jovem possesso. Essa é na verdade a expressão do amor infinito de Jesus pelo homem. Satanás havia roubado tudo daquele rapaz: sua família, sua dignidade, sua saúde física e mental, sua liberdade, sua decência e sua paz. Jesus foi a Gadara restabelecer tudo isso novamente ao jovem. Satanás e seus demônios escravizam a vida do ser humano, Jesus sendo infinitamente superior, liberta o homem da escravidão dos demônios.
Após esse magnífico encontro com o Senhor Jesus, esse jovem teve sua triste história mudada. Observe que aquele que vivia correndo de um lado por outro perturbado, em desespero e aflição agora é visto por todos assentado aos pés de Jesus, sereno, calmo e quieto ouvindo seu Salvador. Esse jovem que andava despido pelas ruas de Gadara, sem pudor ou vergonha, agora está vestido, Jesus lhe recobrou a dignidade, aquele que não tinha respeito por si próprio e nem pelos outros, agora é visto descentemente vestido. Aquele jovem insano que nem mesmo dizia seu nome, quem respondia por ele eram os demônios, era atormentado sem o menor sinal de sanidade, é visto em perfeito juízo (v. 35). Ele não é mais um perigo, nem para a família nem para a sociedade, ele não é mais violento. Todo o povo se encheu de temor (v. 35).
Quando Jesus está partindo de Gadara, para voltar as ovelhas perdidas da casa de Israel, o jovem que foi liberto se sente tão grato e desejoso de estar ao lado dAquele que lhe trouxe alívio e verdadeira libertação, pede a Jesus permissão para acompanhar Ele. A resposta de Jesus o surpreende, não só a ele, mas talvez a todos que estivessem ali, inclusive os discípulos: “Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti”. Porque não acompanhar Jesus? Porque não ser um de seus discípulos? Afinal os gadarenos pediram que o Mestre fosse embora de suas terras, pelo fato que havia acontecido com esse rapaz. Gadara não queria ser livre de suas impurezas, seus pecados, seus “demônios”.
Em qualquer outro lugar onde este jovem passasse e contasse sua história, seria só mais uma história em um lugar qualquer. Porém, em Gadara, onde todos haviam presenciado por anos sua trágica e sofrida rotina, todos os que o viram se ferir, fugir para o cemitério, arrebentar cadeias e grilhões, todos os que o viram nu, atormentado e sem juízo, agora iriam vê-lo limpo, vestido, quieto, em juízo perfeito. Todos os impuros daquela região testemunhariam o que acontece com vida daquele que se encontra com Jesus.
Aquela cidade que rejeitou Jesus e pediu que Ele fosse embora, teria que conviver diariamente com o testemunho vivo daquele que saiu das trevas para Maravilhosa Luz de Cristo.
Quanto vale uma vida para Jesus? Bom, nós custamos sua própria vida! Incalculável valor! Glória a Deus! Aleluia!
CONCLUSÃO
Jesus se revela Senhor sobre a natureza, nem toda fúria do mar e do vento são capazes de conter o Mestre que os acalma com uma só palavra. Seus discípulos ficam pasmos ao verem tamanha autoridade e poder, mas em seguida desse episódio, o Senhor os surpreende ainda mais. Jesus não só subjuga as forças da natureza como também Satanás e seus demônios. Na vida do endemoniado gadareno o Senhor Jesus se revelou Senhor absoluto e soberano. Aquele que nada nem ninguém pode impedir o seu agir. E ainda manifesta o seu amor, colocando em retirada tudo o que oprime e aflige a vida do homem.
[1]Ventania impetuosa e repentina, ger. acompanhada de chuva forte ou neve, e que amaina tb. de súbito; borriscada, procela; temporal com chuva e vento intensos, que agita o mar em demasia; procela. Substantivo feminino..
Lucas 8:25
25 Então, lhes disse: Onde está a vossa fé? Eles, possuídos de temor e admiração, diziam uns aos outros: Quem é este que até aos ventos e às ondas repreende, e lhe obedecem?
Lucas 8:25
25 Então, lhes disse: Onde está a vossa fé? Eles, possuídos de temor e admiração, diziam uns aos outros: Quem é este que até aos ventos e às ondas repreende, e lhe obedecem?
Mc 4:35
35 Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem.
Rm 8:3
3 Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,
Rm 5:12
12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.
2Co 5:21
21 Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.
1Jo 4:2
2 Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;
Jo 4:6
6 Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta.
Mc 13:32
32 Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.
Lc 8:45-47
45 Mas Jesus disse: Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro [com seus companheiros] disse: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem [e dizes: Quem me tocou?].
46 Contudo, Jesus insistiu: Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder.
47 Vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante dele, declarou, à vista de todo o povo, a causa por que lhe havia tocado e como imediatamente fora curada.
Mc 14:32-42
32 Então, foram a um lugar chamado Getsêmani; ali chegados, disse Jesus a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou orar.
33 E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia.
34 E lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai.
35 E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora.
36 E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.
37 Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora?
38 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
39 Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras.
40 Voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder.
41 E veio pela terceira vez e disse-lhes: Ainda dormis e repousais! Basta! Chegou a hora; o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores.
42 Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.
Lc 12:50
50 Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto me angustio até que o mesmo se realize!
Hb 5:7-10
7 Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade,
8 embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu
9 e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,
10 tendo sido nomeado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.
Mt 27:46
46 Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Mc 15:34
34 À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Hb 4:15
15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.
Mt 4:1-11
1 A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2 E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome.
3 Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.
4 Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
5 Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo
6 e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.
7 Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.
8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles
9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.
11 Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.
Mc 4:36
36 E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam.
Hb 10:38
38 todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma.
Dn 6
1 Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino;
2 e sobre eles, três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes sátrapas dessem conta, para que o rei não sofresse dano.
3 Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino.
Dn 3
1 O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro que tinha sessenta côvados de altura e seis de largura; levantou-a no campo de Dura, na província da Babilônia.
2 Então, o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para que viessem à consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado.
3 Então, se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para a consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado.
Ex 14:10-29
10 E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então, os filhos de Israel clamaram ao SENHOR.
11 Disseram a Moisés: Será, por não haver sepulcros no Egito, que nos tiraste de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos trataste assim, fazendo-nos sair do Egito?
12 Não é isso o que te dissemos no Egito: deixa-nos, para que sirvamos os egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto.
13 Moisés, porém, respondeu ao povo: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver.
14 O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis.
15 Disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.
16 E tu, levanta o teu bordão, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.
17 Eis que endurecerei o coração dos egípcios, para que vos sigam e entrem nele; serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavalarianos;
18 e os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavalarianos.
19 Então, o Anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e passou para trás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles,
20 e ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; a nuvem era escuridade para aqueles e para este esclarecia a noite; de maneira que, em toda a noite, este e aqueles não puderam aproximar-se.
21 Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o SENHOR, por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez retirar-se o mar, que se tornou terra seca, e as águas foram divididas.
22 Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas lhes foram qual muro à sua direita e à sua esquerda.
23 Os egípcios que os perseguiam entraram atrás deles, todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavalarianos, até ao meio do mar.
24 Na vigília da manhã, o SENHOR, na coluna de fogo e de nuvem, viu o acampamento dos egípcios e alvorotou o acampamento dos egípcios;
25 emperrou-lhes as rodas dos carros e fê-los andar dificultosamente. Então, disseram os egípcios: Fujamos da presença de Israel, porque o SENHOR peleja por eles contra os egípcios.
26 Disse o SENHOR a Moisés: Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavalarianos.
27 Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar, ao romper da manhã, retomou a sua força; os egípcios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e o SENHOR derribou os egípcios no meio do mar.
28 E, voltando as águas, cobriram os carros e os cavalarianos de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nem ainda um deles ficou.
29 Mas os filhos de Israel caminhavam a pé enxuto pelo meio do mar; e as águas lhes eram quais muros, à sua direita e à sua esquerda.
Lc 8
1 Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele,
2 e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;
3 e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens.
Mc 4:39
39 E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança.
Cl 1:16-17
16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.
17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.
Lc 8:31-32
31 Rogavam-lhe que não os mandasse sair para o abismo.
32 Ora, andava ali, pastando no monte, uma grande manada de porcos; rogaram-lhe que lhes permitisse entrar naqueles porcos. E Jesus o permitiu.