Parábola dos trabalhadores da vinha
Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos. .
Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.
Alguma vez você já recebeu por seu trabalho menos do que era justo? Como se sentiu? Assim também devem ter se sentido os trabalhadores da parábola que Jesus nos contou em Mateus 20:1-16. Mas longe de defender qualquer tipo de injustiça social, diversos comentaristas bíblicos expõem os profundos significados espirituais por trás dessa história. Para Hultgren, a parábola trata sobre o perdão e a graça extraordinários de Deus; para Jülicher, é uma explicação sucinta sobre o Evangelho; para Montefiore, é uma das parábolas mais valiosas; e Fuchs e Jüngel a consideram o clímax de Mateus.1 A maior mensagem do texto bíblico é que não devemos servir ao Senhor com a finalidade de receber recompensas, nem insistir em saber o que receberemos. Deus é infinitamente generoso e bondoso para nos conceder muito mais do que merecemos. Analisemos agora a parábola e as lições que ela nos ensina.
A PARÁBOLA
No texto que é o objeto de estudo de hoje, Jesus contou a história de um fazendeiro, proprietário de uma vinha, que vai em busca de pessoas para trabalharem em sua propriedade. Podemos imaginar que essa história aconteceria no mês de setembro, quando se dava a colheita das uvas em Israel.2 Na época da colheita, era necessário ampliar o número de empregados contratados (Mt 9:37-38). Os homens que procuravam trabalho esperavam na praça da cidade. O expediente diário era de aproximadamente doze horas – do nascer ao pôr-do-sol (Sl 104:22-23). A obra judaica chamada Tosefta continha instruções específicas para o pagamento proporcional ao trabalho realizado, caso um trabalhador tivesse uma jornada de tempo parcial durante o dia.3 O proprietário encontrou alguns homens de madrugada e os contratou para o dia de trabalho por um denário. O denário era uma moeda de prata que pesava cerca de 3,5 gramas, sendo uma medida monetária muito comum no império romano durante quatro séculos.4
Saiu novamente às 9 horas da manhã e tendo encontrado alguns homens desocupados na praça da cidade também os contratou para aquele dia de trabalho. Repetiu o mesmo procedimento ao meio dia, às três horas da tarde e às cinco horas da tarde (quando só faltava uma hora para encerrar o expediente). Não há indicação de que tais homens fossem preguiçosos, apenas que não haviam conseguido trabalho durante aquele dia. Com exceção dos primeiros contratados, os demais não acertaram um salário determinado, mas deixaram ao critério daquele que estava lhes contratando.
Ao final do dia, o dono da vinha pediu ao seu administrador que acertasse as contas com os trabalhadores. Isso estava de acordo com a lei judaica: “Não se aproveitem do pobre e necessitado, seja ele um irmão israelita ou um estrangeiro que viva numa das suas cidades. Paguem-lhe o seu salário diariamente, antes do pôr-do-sol, pois ele é necessitado e depende disso.” (Dt 24:14-15). O administrador assim o fez, começando por aqueles que haviam sido chamados por último. Estes receberam um denário como salário, o que levou aqueles que haviam começado a trabalhar desde cedo a pensar que receberiam uma retribuição maior. Ao perceber que haviam recebido a mesma quantia que aqueles que trabalharam por apenas uma hora, indignaram-se contra o dono da vinha. “Estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia.” (Mt 20:12)
O proprietário respondeu que não estava lhes enganando, nem fazendo injustiça alguma, pois havia concedido exatamente o que estava combinado. Era seu direito fazer o que bem entendesse com o seu dinheiro. Foi sua bondade e generosidade que o levou a dar a mesma quantia a todos, independentemente da hora que houvessem chegado ao serviço. O empregador demonstrou a falsidade dos empregados desapontados. Enquanto ele demonstrara bondade e gentileza, eles demonstraram inveja e avareza.5 E Jesus conclui a parábola com a lição: “Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos].” (Mt 20:16)
O QUE A PARÁBOLA ENSINA?
Diversos significados já foram dados a essa parábola. Para alguns intérpretes bíblicos, os primeiros trabalhadores contratados eram um símbolo da nação de Israel. Foi aos descendentes de Abraão que Deus estendera Sua aliança, com promessas e mandamentos (o “contrato” da parábola; confira Rm 3:1-2; 9:4). Aqueles que não possuíam um contrato com o dono da vinha e chegaram por último eram um símbolo dos gentios, a quem Deus também estenderia Sua graça e salvação.
“Portanto, lembrem-se de que anteriormente vocês eram gentios por nascimento e chamados incircuncisão pelos que se chamam circuncisão, feita no corpo por mãos humanas, e que naquela época vocês estavam sem Cristo, separados da comunidade de Israel, sendo estrangeiros quanto às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo. Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo.” (Ef 2:11-13)
Os judeus pensavam que por causa da antiga aliança de Deus com o patriarca Abraão, eram superiores aos demais povos. Jamais poderiam admitir que no plano de Deus os gentios pudessem desfrutar os mesmos privilégios a eles concedidos. Mas desde o princípio era exatamente esse o plano de Deus! Por meio de Isaías, o Senhor declarou que “é coisa pequena demais para você [Jesus, o Messias] ser meu servo para restaurar as tribos de Jacó e trazer de volta aqueles de Israel que eu guardei. Também farei de você uma luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até aos confins da terra.” (Is 49:6) Agora, por meio da obra de Cristo, nós (os gentios) somos “coerdeiros com Israel, membros do mesmo corpo, e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus.” (Ef 3:6, NVI). Outros acreditam que a parábola dos trabalhadores da vinha está relacionada à pergunta do apóstolo Pedro em Mateus 19:27: “Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor. O que é que nós vamos ganhar?”
Na verdade, os discípulos teriam até mesmo tronos no estabelecimento do reino de Cristo. Receberiam cem vezes mais tudo que tivessem renunciado por amor a Ele (19:28-30). Em outras palavras, não estavam fazendo um sacrifício, mas sim um investimento.6 Mas agora, Jesus decide corrigir o egocentrismo e o espírito barganhador de Pedro. O Senhor não avalia o trabalho do homem da mesma forma que nós o fazemos.7 Os primeiros trabalhadores são um símbolo daqueles que reclamam preferência sobre os demais. Esforçam-se na obra visando apenas o seu engrandecimento pessoal. Pensam mais na recompensa do que no privilégio de servir a Cristo. Por seus sacrifícios, acreditam que deveriam receber maior honra que os outros. Se seu trabalho tivesse sido feito com amor e confiança, continuariam a ser os “primeiros”, mas seu espírito de ambição e exaltação própria os levam para o “fim” da lista. A bondade de Deus lhes leva a murmurarem. Tais pessoas fecham seu coração para entender a graça.
Muitos que se destacam entre os cristãos, e a quem muitas vezes consideramos pessoas altamente valorizadas por Deus, serão colocadas no “final da lista” daqueles que servem a Cristo; enquanto servos humildes, que não chamaram a atenção para si e foram pouco reconhecidos pelos outros, estarão no “alto” da lista. Nossa prioridade deve ser o serviço na obra do Senhor, e não a recompensa. “Pois, quem torna você diferente de qualquer outra pessoa? O que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse?” (1 Cor 4:7). Quando o Espírito Santo de Deus habita em nossa alma e transforma o nosso coração, não somos conduzidos pelo pensamento de recompensa. Servir a Cristo e compartilhar o Seu amor para com aqueles que não O conhecem brota naturalmente de nosso ser. Desejamos compartilhar quão grandes coisas fez em nosso favor. É o amor de Cristo que nos constrange (2 Cor 5:14). Conforme bem expressou Charles H. Spurgeon, “todo cristão ou é um missionário ou é um impostor”.
E para outros intérpretes ainda, essa parábola, mais um retrato que Cristo faz aos seus discípulos sobre o “Reino dos Céus” (v. 1), tem como foco a maravilhosa graça de Deus. Nenhum dos trabalhadores estava empregado quando foi chamado pelo dono da vinha para aquele emprego. Ser contratado para aquele dia de trabalho não foi resultado de esforço ou obra própria; eles não haviam feito absolutamente nada para receberem aquele convite. Antes, ninguém havia olhado por eles: “...ninguém nos contratou.” (v. 7) O emprego foi conseguido apenas pela boa vontade do dono da propriedade. Cristo estava ilustrando o amor imerecido que Deus estende a todos os seres humanos. No Reino de Deus, a graça é concedida por causa da natureza do doador, e não por causa de algum merecimento do recebedor. Não merecíamos mais do que a condenação, mas essa foi totalmente colocada sobre Jesus, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3:16).
Nos negócios desse mundo, a remuneração ocorre de acordo com o trabalho executado. O trabalhador espera que seja recompensado de acordo com aquilo que realizou para o seu patrão. Mas o reino de Cristo não é desse mundo; é o “reino dos céus”.
“Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça. E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras: Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos.” (Rm 4:4-7)
“...não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.” (Tt 3:5)
Aqueles trabalhadores que chegaram à undécima hora devem ter se jubilado imensamente! Jamais esqueceriam a generosa recompensa que lhes fora entregue. Com o pecador salvo ocorre o mesmo: enche-se de alegria por ter sido aceito por Deus, com base no sangue de Jesus. Sente-se grato pela salvação que por si só, jamais seria capaz de alcançar. Todas essas possibilidades de respostas sobre o significado da parábola não se excluem entre si, e possivelmente, encontramos a combinação delas no texto.
O QUE ESSA PARÁBOLA NÃO ENSINA?
É importante apontarmos duas lições que não devem ser extraídas dessa parábola. Primeiramente, a parábola não ensina que no reino de Deus não haverá diferentes recompensas pelos serviços do cristão. O fato de todos receberem o mesmo salário, independentemente de suas horas de trabalho, era uma ilustração de que a graça de Deus na salvação do homem não leva em conta o quanto tenhamos trabalhado ou nos esforçado. O ensino de diferentes recompensas para os cristãos, de acordo com o seu trabalho para a obra do Senhor, é percebido em diversos locais das Escrituras.
“E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.” (Ap 22:12)
“O que planta e o que rega têm um só propósito, e cada um será recompensado de acordo com o seu próprio trabalho.” (1 Cor 3:8)
“Portanto, não julguem ninguém antes da hora; esperem o julgamento final, quando o Senhor vier. Ele trará para a luz os segredos escondidos no escuro e mostrará as intenções que estão no coração das pessoas. Então cada um receberá de Deus os elogios que merece.” (1 Cor 4:5 NTLH)
“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” (2 Tm 4:8)
“Se alguém constrói sobre esse alicerce, usando ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, sua obra será mostrada, porque o Dia a trará à luz; pois será revelada pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um. Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá recompensa. Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo.” (1 Cor 3:12-15)
Mas, poderia alguém questionar, se a salvação é pela graça e não por nossas obras, como poderiam haver diferentes recompensas para os cristãos? Precisamos entender que todas as coisas que o cristão recebe, as recebe pela graça de Deus, que nos alcança por meio de Jesus. Nada é dado a nós por causa de algum mérito. Mesmo que obedecêssemos perfeitamente a Deus, ainda assim seriamos “servos inúteis”, pois estaríamos fazendo apenas a nossa obrigação (Lc 17:10).
Quando então Deus oferece recompensas ou galardões aos crentes, Ele está apenas acrescentando “graça sobre graça” (Jo 1:16), recompensando os trabalhos que foram operados pelo próprio Espírito Santo por meio deles (Jo 15:1-17). Nas palavras dos teólogos Norman Geisler e Thomas Howe, “na parábola de Mateus 20, a questão não é que todos os galardões serão o mesmo, mas que todas as recompensas são pela graça. É para mostrar que Deus recompensa com base na oportunidade, não simplesmente de acordo com a realização. Nem todos os servos tiveram igual oportunidade para trabalhar para o senhor o mesmo número de horas; entretanto, todos receberam o mesmo pagamento. Deus olha para a nossa disposição assim como para as nossas ações, e nos julga segundo esses dois aspectos.”8
Em segundo lugar, não devemos concluir da parábola que podemos adiar nosso compromisso com Cristo. De fato, Deus é tão amoroso que aceita aqueles que chegam até Ele de “manhã cedo” ou no “fim do dia”. Há pessoas que dizem: “já que Deus sempre está disposto a perdoar, vou primeiro aproveitar bastante minha vida, e no final de minha vida irei me converter!” Quanta tolice! E se essa mesma noite Deus pedir a sua alma? Por isso, a advertência clara das Escrituras é: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.” (Am 4:12). Não sabemos quando nossa vida na Terra chegará ao seu fim, mas sabemos que “aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9:27). Por isso, ouçamos os avisos que do céu Deus nos envia:
“Assim, como diz o Espírito Santo: ‘Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião, durante o tempo de provação no deserto, onde os seus antepassados me tentaram, pondo-me à prova, apesar de, durante quarenta anos, terem visto o que eu fiz.’” (Hb 3:7-9)
CONCLUSÃO
A parábola dos trabalhadores na vinha é uma forte repreensão de Deus a todos os cristãos que estão envolvidos de forma intensa em Sua obra, mas nos quais falta o amor pelos irmãos e a humildade diante de Deus. Quem busca a sua própria glória demonstra a ausência da graça que poderia torná-lo eficiente no serviço de Cristo. Não é a intensidade e a duração de nosso esforço que nos recomenda a Deus, mas a motivação e a fidelidade de nosso trabalho.
É possível trabalhar para Deus e ainda assim não fazer a vontade dEle no coração (Ef 6:6). Servi-lO apenas para receber benefícios, sejam temporais ou eternos, é perder as melhores bênçãos que Ele tem para nós. Sempre que um servo vive queixoso significa que não está inteiramente submisso à vontade do mestre. Examinemos a nós mesmos!
A graça de Deus é suficiente e livre para todo aquele que se aproxima dEle pela fé. Que, juntamente com todos os que se tornam recipientes da graça divina, proclamemos com o salmista: “Rendei graças ao SENHOR, porque Ele é bom, e sua misericórdia dura para sempre.” (SI 107:1)
QUESTÕES PARA DISCUSSÃO EM CLASSE
1 - Explique o contexto histórico agrícola que serve de fundamento à parábola estudada.
2 - Por que os primeiros trabalhadores se sentiram injustiçados? Eles realmente o foram?
3 - O estudo apresenta três possíveis significados para a parábola. Quais são eles?
4 - Podemos concluir da parábola que todos receberão os mesmos galardões no Reino dos Céus?
5 - Reflita sobre sua vida espiritual. Quais têm sido as suas motivações para servir ao Senhor?
Notas de Rodapé
1 SNODGRASS, Klyne. Compreendendo Todas as Parábolas de Jesus. Guia Completo. Rio de Janeiro. CPAD, 2010, p. 510.
2 KISTEMAKER, Simon J. As Parábolas de Jesus. São Paulo. Casa Editora Presbiteriana, 1992, p. 95.
3 SNODGRASS, Klyne. 2010. p. 521.
4 RADMACHER, Earl D.; ALLEN, Ronald B; HOUSE, Wayne H. O Novo Comentário Bíblico: Novo Testamento com Recursos Adicionais. Rio de Janeiro. Central Gospel, 2010, p. 59.5 KISTEMAKER, Simon J. 1992, p. 99.
6 WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. Novo Testamento, volume 1. Santo André. Geográfica Editora, 2007, p. 96.
7 UNGER, Merril Frederick. Manual Bíblico Unger. São Paulo. Vida Nova, 2011, p. 386.
8 GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual de Dificuldades Bíblicas. São Paulo. Mundo Cristão, 2015, p. 287.
Mateus 20:16
16 Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos].
Mateus 20:1-16
1 Porque o reino dos céus é semelhante a um dono de casa que saiu de madrugada para assalariar trabalhadores para a sua vinha.
2 E, tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia, mandou-os para a vinha.
3 Saindo pela terceira hora, viu, na praça, outros que estavam desocupados
4 e disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e vos darei o que for justo. Eles foram.
5 Tendo saído outra vez, perto da hora sexta e da nona, procedeu da mesma forma,
6 e, saindo por volta da hora undécima, encontrou outros que estavam desocupados e perguntou-lhes: Por que estivestes aqui desocupados o dia todo?
7 Responderam-lhe: Porque ninguém nos contratou. Então, lhes disse ele: Ide também vós para a vinha.
8 Ao cair da tarde, disse o senhor da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos, indo até aos primeiros.
9 Vindo os da hora undécima, recebeu cada um deles um denário.
10 Ao chegarem os primeiros, pensaram que receberiam mais; porém também estes receberam um denário cada um.
11 Mas, tendo-o recebido, murmuravam contra o dono da casa,
12 dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia.
13 Mas o proprietário, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não combinaste comigo um denário?
14 Toma o que é teu e vai-te; pois quero dar a este último tanto quanto a ti.
15 Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?
16 Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos].
Mt 9:37-38
37 E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos.
38 Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.
Sl 104:22-23
22 em vindo o sol, eles se recolhem e se acomodam nos seus covis.
23 Sai o homem para o seu trabalho e para o seu encargo até à tarde.
Dt 24:14-15
14 Não oprimirás o jornaleiro pobre e necessitado, seja ele teu irmão ou estrangeiro que está na tua terra e na tua cidade.
15 No seu dia, lhe darás o seu salário, antes do pôr do sol, porquanto é pobre, e disso depende a sua vida; para que não clame contra ti ao SENHOR, e haja em ti pecado.
Mt 20:12
12 dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia.
Mt 20:16
16 Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos].
Rm 3:1-2
1 Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?
2 Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus.
Ef 2:11-13
11 Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas,
12 naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.
Is 49:6
6 Sim, diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.
Ef 3:6
6 a saber, que os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho;
Mateus 19:27
27 Então, lhe falou Pedro: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos; que será, pois, de nós?
1 Cor 4:7
7 Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?
2 Cor 5:14
14 Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram.
Jo 3:16
16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Rm 4:4-7
4 Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida.
5 Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.
6 E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras:
7 Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos;
Tt 3:5
5 não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,
Ap 22:12
12 E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.
1 Cor 3:8
8 Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho.
1 Cor 4:5
5 Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.
2 Tm 4:8
8 Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.
1 Cor 3:12-15
12 Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,
13 manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará.
14 Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão;
15 se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo.
Lc 17:10
10 Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer.
Jo 15:1-17
1 Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.
2 Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda.
3 Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado;
4 permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.
5 Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
6 Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.
7 Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.
8 Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos.
9 Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor.
10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.
11 Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.
12 O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
13 Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.
14 Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando.
15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.
16 Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.
17 Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.
Mateus 20
1 Porque o reino dos céus é semelhante a um dono de casa que saiu de madrugada para assalariar trabalhadores para a sua vinha.
2 E, tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia, mandou-os para a vinha.
3 Saindo pela terceira hora, viu, na praça, outros que estavam desocupados
Am 4:12
12 Portanto, assim te farei, ó Israel! E, porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.
Hb 9:27
27 E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,
Hb 3:7-9
7 Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz,
8 não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto,
9 onde os vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, e viram as minhas obras por quarenta anos.
Ef 6:6
6 não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus;