O ensino por parábolas
Uma das marcas de Jesus, no que se refere às Suas pregações do Evangelho do Reino, é o método empregado: o uso de parábolas. .
Tudo isto disse Jesus, por parábolas à multidão, e nada lhes falava sem parábolas;
INTRODUÇÃO
Uma das marcas de Jesus, no que se refere às Suas pregações do Evangelho do Reino, é o método empregado: o uso de parábolas. Ao contá-las, Ele desenhava quadros verbais que retratavam o mundo ao redor. Ensinando assim, descrevia o que acontecia na vida real dos ouvintes, cativando o público, prendendo a atenção dos espectadores. Ao fim de cada história, havia mais lições a ser aprendidas. Eram verdades escondidas nos fatos, muitas vezes comuns, presentes nas histórias narradas pelo Mestre. A lição de hoje tem como objetivo explanar sobre o ensino por parábolas. O que são parábolas? Por que Jesus ensinava por esse método? Qual a vantagem desse ensino? A sequência deste estudo mostrará o caminho para a resolução dessas perguntas.
O QUE SÃO PARÁBOLAS?
A palavra parábola deriva do grego (parabole1) e, etimologicamente, significa “colocar as coisas lado a lado”, com a finalidade de fazer uma comparação. A parábola propriamente dita é uma história simples e curta, da qual se origina um detalhe de ensino. É um exemplo ampliado de uma comparação ou de uma metáfora. Podemos dizer que é uma comparação extraída da natureza ou da vida quotidiana, destinada a esclarecer uma verdade espiritual sob a suposição de que o válido em uma determinada esfera também o será em outra. O objetivo imediato de uma parábola é ser bem atraente, redirecionando a atenção do ouvinte, desarmando-o. O objetivo final é despertar uma compreensão mais aprofundada, estimular a consciência e levar os ouvintes a uma ação. Um bom exemplo disso é a conclusão da parábola do Bom Samaritano, na qual Jesus estimulou seus ouvintes a imitarem a conduta do protagonista (Lc 10: 25-37). Embora o uso das parábolas tenha sido característica ímpar no ensino popular de Jesus, visto que “sem parábolas, não lhes falava”, não foi Cristo o criador desse recurso didático. Elas foram utilizadas desde a antiguidade. Na época e na região em que Jesus apareceu, as parábolas eram, como as fábulas, um método popular de instrução entre todos os povos orientais. A antiguidade desse método disseminado de linguagem confirmou-se pelo fato de figurar, no Antigo Testamento, em larga medida e sob diferentes formas. A primeira registrada, em forma de fábula, mostrava árvores escolhendo para si um rei, retrato do que aconteceria entre o povo ( Jz 9). Jotão usou essa história com o objetivo de convencer os habitantes de Siquém sobre a tolice de terem escolhido por rei o perverso Abimeleque. Outras parábolas conhecidas, relatadas no Antigo Testamento, são encontradas nos livros de 2 Samuel 12 e de Isaías 5. Embora existam inúmeras maneiras de classificar as parábolas, de acordo com sua forma, podemos sintetizar daseguinte maneira: A) Parábolas autênticas: Usam como ilustração um fato comum do dia a dia e são de fácil compreensão por parte dos ouvintes. Ou seja, qualquer pessoa entende a verdade transmitida. Não há motivo para objeção ou crítica. Todos já viram uma semente germinar (Mc 4:26-29), o fermento levedando a massa (Mt 13:33), crianças brincando numa praça (Mt11:16-19), uma ovelha desgarrando do rebanho (Mt 18:12-14). Essas e muitas outras parábolas começam retratando verdades evidentes a respeito da natureza do homem. São contadas usualmente no tempo presente. B) Histórias em forma de parábolas:Referem-se a um acontecimento em particular do passado, geralmente relatando a experiência de uma pessoa. É, por exemplo, a experiência de um fazendeiro que semeou trigo e, mais tarde, percebeu que seu inimigo havia semeado joio no mesmo terreno (Mt 13:24-30). Pode ser a história de um homem rico cujo administrador defraudou seus bens (Lc 16:1-9). É o relato a respeito de um juiz que julgou a causa de uma viúva, após seus inúmeros pedidos (Lc 18:1-8). O interesse de tais histórias não está na narrativa, porque o significativo não é o fato narrado, mas a verdade transmitida. C) Ilustrações: Servem de modelo ou exemplo. Em especial, encontramo-las no Livro de Lucas. Exemplos: a parábola do Bom Samaritano (Lc 10:30-37), a do Rico Insensato (Lc 12:16-21) e a do Fariseu e o Publicano (Lc 18:9-14). Essas ilustrações diferem das histórias em forma de parábolas pelo propósito. Enquanto as segundas são uma analogia, as primeiras contêm exemplos a serem imitados ou evitados. Isso ocorre de uma forma direta e clara. No geral, quase que regra, as parábolas são histórias curtas e não se preocupam em delinear, com precisão, detalhes pouco importantes para o momento, como a aparência física dos personagens, as condições climáticas, datas específicas etc. O objetivo principal é transmitir, por meio de curta narrativa, verdades que ficarão cravadas na mente do ouvinte.
AS VANTAGENS DO ENSINO POR PARÁBOLAS
De uma forma minuciosa, podemos identificar, na narrativa dos evangelhos, mais de 40 parábolas proferidas por Jesus. Alguns estudiosos chegam a elevar o número a quase 70. Isso comprova que o Mestre fez desse recurso didático um marco do Seu ensino. Mas por que Ele teria empregado o método? Sem desprezar o foco escatológico, pois o Antigo Testamento aponta a maneira como o Messias pregava o Evangelho do Reino (Sl 78:2; Is 6:9-10; Mt 13:14,15,35; Mc 4:33-34), vejamos algumas vantagens de tal método: 1. É atraente. E, quando completamente compreendida, é mais fácil de ser lembrada e de grande ajuda à memória. Estamos mais inclinados a nos lembrar de uma narração ou ilustração do que de qualquer outro ensino proferido em um sermão. A parábola pode ser relembrada muito depois de já termos esquecido o tema principal do sermão. 2. Presta grande auxílio à mente e à capacidade de raciocinar. Os seus significados devem ser estudados. É como uma mina de ouro, e devemos escavá-la e buscá-la com toda a diligência, para descobrirmos o verdadeiro sentido. O método parabólico faz pensar! O Mestre dos mestres sabia que não poderia ensinar nada aos ouvintes se não os levasse a ensinarem a si próprios. Ele deveria alcançar a mente de cada um e fazê-los trabalhar com a d’Ele. A forma da parábola atraía a todos, mas apenas os pensadores entendiam o seu significado. E esse não podia ser encontrado sem o uso do pensamento. Então, o texto atraía e, ao mesmo tempo, peneirava a multidão9. 3. Estimula os afetos e desperta as consciências. Bons exemplos ocorreram quando o inferno, numa parábola, foi mostrado como uma fornalha de fogo; ou a consciência, como um verme roedor. 4. Chama e prende a atenção. Atentos às parábolas de Jesus, os ouvintes mostravam-se maravilhados e diziam: “Nunca ninguém falou como este homem”. Ele precisava fazer o povo ouvi-Lo e conseguiu! Era maravilhosa a forma como usava, pronta e espontaneamente, as sugestões do momento; desse modo, prendia a atenção dos que estivavam ao redor! 5. Preserva a verdade. As palavras mudam constantemente de significado, ao passo que os símbolos usados para a vida e para a natureza, como os empregados pelo Senhor, em Suas parábolas, são tão duradouros quanto a natureza e a vida. Utilizando um método largamente vantajoso, com vimos, o ensino por parábolas foi marcante, porque os textos de Jesus foram marcados pela simplicidade e simetria, concentrando-se essencialmente nas pessoas. Havia descrições fictícias tiradas da vida quotidiana do contexto imediato ao tempo de Jesus.
COMO INTERPRETAR E CONTEXTUALIZAR AS PARÁBOLAS
Quando lemos as parábolas de Jesus, precisamos ter muito cuidado quanto à interpretação e à contextualização. Seguindo a ordem proposta, precisamos interpretá-las para, então, contextualizá-las. Todavia, o processo precisa ser executado com bastante cuidado para que não caiamos no erro de impor ao texto o que ele não transmite. Algumas parábolas têm sua interpretação autêntica, pois o próprio Cristo proferiu-as e interpretou-as, como a do Semeador e a do Joio e do Trigo (Mt 13:1-43). Sendo assim, é inconcebível outra interpretação a respeito das duas. De forma um pouco exaustiva, mas necessária, vejamos alguns critérios que precisamos levar em consideração à interpretação adequada das parábolas:
- Analise cada parábola de forma completa, verificando se, porventura, aparece em mais de um Evangelho. Dedique atenção à sua estrutura.
- Ouça a parábola sem pressuposições referentes à sua forma e ao significado.
- Lembre que as parábolas de Jesus eram instrumentos orais, em uma cultura oral.
- É preciso ouvir a parábola da mesma forma que uma pessoa da Palestina a ouviria na época.
- Interprete o que lhe foi entregue pela narrativa, e não o omitido. Qualquer tentativa de interpretar uma parábola com base naquilo que está ausente fadará ao fracasso.
- Não imponha uma cronologia real à cronologia de uma parábola.
- Dedique uma atenção especial à regra da ênfase final. Ou seja, a verdade fundamental e principal da narrativa.
- Observe em que pontos os ensinamentos das parábolas mesclam-se aos ensinos de Jesus, em outras partes da Escritura.
Seguida a primeira parte do processo, vem o momento da contextualização. Todo o ensino é marcante quando éatual, contemporâneo. O ensinamento de Jesus era marcante porque parecia atual aos ouvintes. Ao contextualizar as parábolas, precisamos ter a sabedoria de contextualizá-las aos nossos dias, sem ferir seus objetivos primários. Então, é necessário que se faça conhecido ao ouvinte contemporâneo o contexto imediato em que a parábola fora proferida. Por exemplo: como entender a parábola da dracma perdida sem saber o que é uma dracma? As parábolas de Jesus não são tão fáceis de interpretar quanto parecem. Vemos isso de forma clara quando pensamos que os próprios discípulos não compreenderam alguns ensinos do Mestre (Mt 13:10; 13:36). Não podemos esquecer que tais histórias ensinaram verdades espirituais e, como nos ensinam as Escrituras, as coisas do Espírito discernem-se espiritualmente (1Co 2:14). Por isso, acima de tudo, é necessária a direção do Espírito Santo para que possamos compreender, com certeza e clareza, os ensinos transmitidos pelas parábolas.
CONCLUSÃO
Conhecer um pouco sobre o ensino por parábolas é importante e necessário, antes de mergulhar no vasto campo didático utilizado pelo Mestre. Saber o que são parábolas, como as classificar, interpretar e contextualizar ajudará a compreendermos cada estudo que teremos pela frente. Que possamos, com a direção do Espírito Santo, aprender com cada uma delas, com sensibilidade suficiente, de forma tal que nos toquem e possam mudar em nós aquilo de que precisamos.
QUESTÕES PARA DISCUSSÃO EM CLASSE
1. Com base no estudo de hoje, descreva com suas palavras o que é uma parábola.R.
2. Quais são o objetivo imediato e o final de uma parábola?R.
3. Embora o uso das parábolas tenha sido característica ímpar no ensino popular de Jesus, o método precedeu os tempos de Cristo. Quais evidências temos, na Bíblia, que comprovam a antiguidade do ensino por parábolas? ( Jz9; 2Sm 12; Is 5).R.
4. Como as parábolas podem ser classificadas quanto à forma?
R.
5. Cite três vantagens do ensino por parábolas e discorra sobre elas.R.
6. Quais critérios devem ser considerados para que haja uma interpretação adequada das parábolas de Jesus? Por que é importante que todo o ensino seja contextualizado?R.
Mateus 13:34
34 Todas estas coisas disse Jesus às multidões por parábolas e sem parábolas nada lhes dizia;
Lc 10
1 Depois disto, o Senhor designou outros setenta; e os enviou de dois em dois, para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir.
2 E lhes fez a seguinte advertência: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.
3 Ide! Eis que eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos.
Jz 9
1 Abimeleque, filho de Jerubaal, foi-se a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou-lhes e a toda a geração da casa do pai de sua mãe, dizendo:
2 Falai, peço-vos, aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém: Que vos parece melhor: que setenta homens, todos os filhos de Jerubaal, dominem sobre vós ou que apenas um domine sobre vós? Lembrai-vos também de que sou osso vosso e carne vossa.
3 Então, os irmãos de sua mãe falaram a todos os cidadãos de Siquém todas aquelas palavras; e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque, porque disseram: É nosso irmão.
2 Samuel 12
1 O SENHOR enviou Natã a Davi. Chegando Natã a Davi, disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre.
2 Tinha o rico ovelhas e gado em grande número;
3 mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma cordeirinha que comprara e criara, e que em sua casa crescera, junto com seus filhos; comia do seu bocado e do seu copo bebia; dormia nos seus braços, e a tinha como filha.
Isaías 5
1 Agora, cantarei ao meu amado o cântico do meu amado a respeito da sua vinha. O meu amado teve uma vinha num outeiro fertilíssimo.
2 Sachou-a, limpou-a das pedras e a plantou de vides escolhidas; edificou no meio dela uma torre e também abriu um lagar. Ele esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas.
3 Agora, pois, ó moradores de Jerusalém e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha.
Mc 4:26-29
26 Disse ainda: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra;
27 depois, dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como.
28 A terra por si mesma frutifica: primeiro a erva, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga.
29 E, quando o fruto já está maduro, logo se lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa.
Mt 13:33
33 Disse-lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.
Mt 18:12-14
12 Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixará ele nos montes as noventa e nove, indo procurar a que se extraviou?
13 E, se porventura a encontra, em verdade vos digo que maior prazer sentirá por causa desta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram.
14 Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos.
Mt 13:24-30
24 Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo;
25 mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se.
26 E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio.
27 Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?
28 Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio?
29 Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo.
30 Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.
Lc 16:1-9
1 Disse Jesus também aos discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador; e este lhe foi denunciado como quem estava a defraudar os seus bens.
2 Então, mandando-o chamar, lhe disse: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela.
3 Disse o administrador consigo mesmo: Que farei, pois o meu senhor me tira a administração? Trabalhar na terra não posso; também de mendigar tenho vergonha.
4 Eu sei o que farei, para que, quando for demitido da administração, me recebam em suas casas.
5 Tendo chamado cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu patrão?
6 Respondeu ele: Cem cados de azeite. Então, disse: Toma a tua conta, assenta-te depressa e escreve cinquenta.
7 Depois, perguntou a outro: Tu, quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. Disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta.
8 E elogiou o senhor o administrador infiel porque se houvera atiladamente, porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz.
9 E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos.
Lc 18:1-8
1 Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer:
2 Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum.
3 Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário.
4 Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum;
5 todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.
6 Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo.
7 Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?
8 Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?
Lc 10:30-37
30 Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto.
31 Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo.
32 Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo.
33 Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele.
34 E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele.
35 No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar.
36 Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?
37 Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo.
Lc 12:16-21
16 E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância.
17 E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?
18 E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens.
19 Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.
20 Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
21 Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.
Lc 18:9-14
9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros:
10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano.
11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;
12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.
13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!
14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.
Is 6:9-10
9 Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais.
10 Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo.
Mt 13:14
14 De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis.
Mc 4:33-34
33 E com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes.
34 E sem parábolas não lhes falava; tudo, porém, explicava em particular aos seus próprios discípulos.
Mt 13:1-43
1 Naquele mesmo dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à beira-mar;
2 e grandes multidões se reuniram perto dele, de modo que entrou num barco e se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia.
3 E de muitas coisas lhes falou por parábolas e dizia: Eis que o semeador saiu a semear.
4 E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as aves, a comeram.
5 Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra.
6 Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se.
7 Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram.
8 Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um.
9 Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça.
10 Então, se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas?
11 Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido.
12 Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.
13 Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem.
14 De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis.
15 Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados.
16 Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem.
17 Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram.
18 Atendei vós, pois, à parábola do semeador.
19 A todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.
20 O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria;
21 mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.
22 O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.
23 Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.
24 Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo;
25 mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se.
26 E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio.
27 Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?
28 Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio?
29 Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo.
30 Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.
31 Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo;
32 o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos.
33 Disse-lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.
34 Todas estas coisas disse Jesus às multidões por parábolas e sem parábolas nada lhes dizia;
35 para que se cumprisse o que foi dito por intermédio do profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a criação [do mundo].
36 Então, despedindo as multidões, foi Jesus para casa. E, chegando-se a ele os seus discípulos, disseram: Explica-nos a parábola do joio do campo.
37 E ele respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem;
38 o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno;
39 o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos.
40 Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século.
41 Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade
42 e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes.
43 Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça.
Mt 13:10
10 Então, se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas?
1Co 2:14
14 Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
2Sm 12
1 O SENHOR enviou Natã a Davi. Chegando Natã a Davi, disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre.
2 Tinha o rico ovelhas e gado em grande número;
3 mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma cordeirinha que comprara e criara, e que em sua casa crescera, junto com seus filhos; comia do seu bocado e do seu copo bebia; dormia nos seus braços, e a tinha como filha.
Is 5
1 Agora, cantarei ao meu amado o cântico do meu amado a respeito da sua vinha. O meu amado teve uma vinha num outeiro fertilíssimo.
2 Sachou-a, limpou-a das pedras e a plantou de vides escolhidas; edificou no meio dela uma torre e também abriu um lagar. Ele esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas.
3 Agora, pois, ó moradores de Jerusalém e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha.