Dons da palavra
E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. .
Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.
INTRODUÇÃO
Para o crescimento e desenvolvimento da Igreja o Senhor concede dons a Seus servos. Estes dons são dados conforme a direção do Espírito Santo e visam o bem comum dos fiéis. Eles tanto edificam a Igreja quanto proclamam o Evangelho, são essenciais para a Igreja e sem eles ela se torna um organismo morto, sem sentido e sem razão de ser. Nesta lição vamos falar sobre três destes dons, a saber: palavra da sabedoria, variedades de línguas e interpretação de línguas. São dons da palavra ou da locução devido sua natureza, pois envolvem as faculdades da fala e são responsáveis por proclamar o evangelho e manifestar a sabedoria de Deus em palavras.
PALAVRA DA SABEDORIA
“Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria [...]” (1 Co 12:8). De maneira bem simples, o dom da palavra da sabedoria relaciona-se com certas circunstâncias especiais: onde há um impasse, uma palavra sábia se faz necessária para que algum assunto tenha solução. Sabedoria é a tradução da palavra grega “sophia”, que tem uma gama de significados. No entanto, no presente contexto ela trata de um conhecimento amplo e profundo, cuja perspicácia permite avaliar com clareza e profundidade, proporcionando ao indivíduo uma visão além, com a qual ele pode enxergar o que os outros não conseguem.
A “sabedoria”, no texto, está subordinada à palavra “logos”, que pode ser traduzida, neste caso, por comunicação, elocução, ato de dizer alguma coisa. Mas trata-se de algo que é concedido pelo Espírito Santo, ou seja, quem está se comunicando é Ele. Então, a sabedoria vem dEle. É a sabedoria dEle, por isso expressa Sua vontade e comunica a sabedoria divina.
Essa sabedoria é de altíssimo nível e transcende os limites da sabedoria natural ou humana. Não se adquiri nas escolas seculares, nem também nas faculdades teológicas ou filosóficas. Ela é concedida por Deus, a quem Ele quer, visando atender a necessidade da Igreja ou individual, de algum servo ou serva Sua, principalmente no momento em que o saber natural não é suficiente para tomada de decisões ou resoluções difíceis.
A Bíblia nos apresenta alguns casos em que essa sabedoria foi concedida:
Jetro, o sogro de Moisés (Êx 18:13-27): Jetro não estava diretamente envolvido na liderança do povo de Israel, mas ele ficou a observar como Moisés fazia para julgar as questões que eram-lhe apresentadas. Com isso, percebeu que a forma como era feito acabava por prejudicar tanto o povo quanto o próprio Moisés, pois o mesmo ficava o dia todo ouvindo e julgando as causas que lhe eram trazidas. Entanto, apesar do esforço os resultados não eram satisfatórios. Então, Jetro deu um conselho baseado na sabedoria propondo um método melhor e mais eficaz de liderar, no qual tarefas são distribuídas de acordo com a capacidade de cada um. Moisés acatou tal parecer, escolheu homens dotados de capacidade e os nomeou para serem seus auxiliares. Assim, eles tratavam de assuntos corriqueiros e Moisés resolvia assuntos de maior complexidade.
José no Egito (Gn 41:01-36): O Faraó teve um sonho que lhe causou incômodo, pois via sete vacas gordas serem devoradas por sete vacas magras e sete espigas viçosas (com grãos) serem devoradas por sete espigas mirradas (sem grãos). Ao ser chamado, José entendeu o sonho e alertou o Faraó dizendo que haveria sete anos de fartura seguidos por sete anos de fome. Bem, o problema fora detectado, mas e a solução? É aqui que entra a sabedoria para apontar caminhos, dar uma direção, mostrar o que fazer para resolver uma situação caótica. Com sabedoria divina, José trouxe solução ao Egito usando um método muito comum em administração, o estoque de produtos. Ele fez o que hoje chamaríamos de “poupança”, guardou o excedente. Quando a fome chegou, ele não apenas manteve o Egito alimentado, mas também tinha produtos para colocar à venda; isso salvou outras nações da fome e aumentou os tesouros egípcios. O Faraó reconhece a fonte dessa sabedoria, “acharíamos, porventura homem como este, em quem há o Espírito de Deus?” (Gn 41:38). O Faraó não reconhecia o Senhor, pois o Egito vivia embebido na idolatria, mas reconheceu que tal sabedoria não era meramente humana.
Salomão (1 Re 3:16-28): Uma demonstração de como a sabedoria de Deus age, tanto em palavras como em atitudes pode ser vista nessa história. O rei tinha uma causa de grande dificuldade, que envolvia a disputa por uma criança numa época com contexto bem diferente dos nossos dias. Nos tempos atuais um juiz determinaria a realização de um exame de DNA e o problema seria facilmente solucionado. No caso de Salomão, a decisão estava nas mãos dele. Salomão agiu de acordo com a sabedoria que Deus lhe deu. No Novo Testamento Jesus assegurou aos discípulos que em momento oportuno ser-lhes-ia concedido sabedoria para falarem sem que alguém pudesse se opor a eles (Lc 21:15). Em ocasiões e circunstâncias diferentes isto pode ser visto com clareza em Atos dos Apóstolos, vejamos alguns exemplos:
A sabedoria de Estevão (At 6:8-15): Sua sabedoria era sobremodo elevada que chegava a ser incontestável em seus argumentos e vinha embebida do poder do Espírito Santo. Tal sabedoria não havia sido aprendida, pois é notório que os apóstolos eram homens sem instrução formal e é muito provável que Estevão não fugia a essa regra.
O Concílio de Jerusalém (At 15). O assunto que resultou nesse Concílio foi não impor sobre os gentios alguns aspectos da Lei, pois, até o momento, a Igreja era composta basicamente por judeus convertidos a Cristo. Com a conversão dos gentios, que tinham costumes e cultura diferentes, não demorou para que os problemas surgissem. Seriam eles obrigados a se circuncidarem e guardarem a lei cerimonial? Após Pedro e Paulo apresentarem seu testemunho de como o Evangelho havia alcançado os gentios e de como o Espírito Santo agia entre eles, Tiago foi quem tomou a palavra. Ele apresentou uma solução para o impasse que, até então, havia gerado discussões e trazido desgastes para a Igreja de Cristo. Tiago propõe que aos cristãos gentios sejam feitas apenas recomendações quanto à idolatria, prostituição e carne sacrificada aos ídolos e sufocada ou com sangue (At 15:19- 21). Este parecer agradou a liderança (apóstolos e presbíteros) e toda a Igreja, dando uma solução que favorecesse a todos.
VARIEDADE DE LÍNGUAS
“[...] a outro variedade de línguas” (1 Cor 12:10). Dentre os dons do Espírito Santo provavelmente seja este o que mais tem provocado polêmica e gerado divisão na igreja de Cristo, o que está em contradição com seu propósito, que é a edificação do Corpo (Ef 2:11-13). Vejamos alguns aspectos deste dom.
A primeira controversa gira em torno do significado de “línguas” no contexto dos dons do Espírito Santo. Igrejas, pregadores, teólogos e escritores das mais variadas denominações se dividem em dois grupos, a saber:
Os que interpretam o dom de línguas como sendo língua (idioma) falada entre os homens, em algum lugar do planeta Terra. Para esta linha de pensamento, o Espírito Santo concede a capacidade de alguém falar em um idioma qualquer sem que antes o tenha aprendido, ou por experiência ou por preparo técnico. Estes não veem a diferença entre os dialetos falados em Atos 2:1-13 e o dom de língua em si como tratado em 1 Coríntios 12 e 14 respectivamente. Também interpretam 1 Coríntios 13:1 como um recurso linguístico, ou seja, Paulo não está afirmando haver uma categoria de língua chamada “línguas de anjos” ou uma língua sobrenatural, que não pertence aos homens. Ele apenas o faz para dar ênfase ao assunto do capítulo, que é a supremacia do amor e este como o dom maior, a ser almejado. Geralmente são “cessacionistas”, ou seja, para eles o dom de línguas (dentre outros) foi necessário apenas no início da Igreja para sua expansão. Assim, para muitos desses, nos dias atuais, tal dom já nem mais existe, uma vez que hoje não haveria necessidade de tê-lo.
Já o outro grupo tem uma intepretação oposta ao primeiro. Para estes o dom de falar em línguas é a ação sobrenatural que capacita o crente a falar em uma língua que não existe aqui neste mundo. Trata-se de uma língua sobrenatural, ou “língua de anjos”, o que não descarta a possibilidade de que também seja um idioma falado em algum lugar entre os homens. Os que assim acreditam defendem ainda (com raras exceções) que as “línguas” são a comprovação que o indivíduo foi “batizado” com o Espírito Santo, interpretando assim Atos 2; 19:6 e 1 Coríntios 12, 13, e 14 como sendo essa comprovação. Defendem que o dom de línguas, assim como todos os dons que acompanhavam a Igreja no primeiro século, estão vigentes e que ainda são necessários para a Igreja hoje.
Não obstante, o apóstolo Paulo apresenta este dom como sendo uma manifestação do Espírito Santo, embora ele seja de menor valor que o dom de profecia (1 Cor 14:5), ocupa seu espaço dentro do Corpo de Cristo para trazer proveito para todos, ou seja, que traga algum benefício para a Igreja.
O falar em “línguas diferentes” ou em “outras línguas” acontece quando se fala um dialeto, ou idioma que é desconhecido para quem fala, mas que é falado em algum lugar da Terra. Trata-se, pois, de um idioma existente entre os homens. Foi o que acorreu em Atos 2, em que havia pelo menos 16 dialetos diferentes em Jerusalém e todos ouviram a mensagem em sua própria língua materna. Neste acontecimento não pode haver dúvidas que foram línguas humanas, e que serviram para mostrar o cumprimento da profecia de Joel 2 referente ao derramamento do Espírito Santo sobre toda carne (ser humano), cumprindo-se também com um propósito evangelístico, pois naquele dia houve a conversão de quase três mil pessoa (At 2:41).
Alguns cuidados são necessários ao tratar especificamente desse dom: primeiramente, ele não deve ser confundido com estado de êxtase, no qual o indivíduo perde o controle sobre si mesmo certo limite de tempo que seja o suficiente para que a mensagem seja transmitida para a Igreja. Como bem observa Gruden:
Aqui Paulo exige que os que falam em línguas revezem-se e limita o número a três, indicando claramente que os que falavam em línguas estavam cientes do que acontecia à sua volta e eram capazes de se controlar, só falando quando chegava sua vez, quando ninguém mais estivesse falando. Se não houvesse ninguém para interpretar, era-lhes fácil manter silêncio e se calar. Todos esses fatores indicam elevado grau de autocontrole, não se sustentando a ideia de que Paulo entendesse as línguas como algum tipo de discurso extático.
Outro erro comum é a desordem que tal “dom” pode provocar no ambiente de culto. Em Corinto havia esse problema e Paulo deu diretrizes a serem seguidas, pois os dons são para edificação e não para confusão. Assim, recomenda-se o silêncio e que todos possam atentar para a palavra que edifica.
Outro cuidado diz respeito ao orgulho que esse dom pode trazer a quem o possui. É certo que ele é para a edificação pessoal, mas tal edificação não pode se sobrepor à edificação do Corpo de Cristo pois o Espírito concede os dons tendo em vista o bem estar comum. Portanto, caso precise escolher dentre um e outro, por questão de ordem, a Bíblia nos recomenda que quem fala em língua se cale para que todos possam ser edificados pela profecia, que a todos edifica (1 Co 14:4).
Como há muitos enganos, faz-se necessária uma análise atenta sobre como este dom tem sido manifesto hoje em muitas Igrejas, pois pode ser o espírito do próprio homem que se manifesta ou até mesmo espírito de demônios que simulam atuação do Espírito de Deus para enganar. Nenhuma experiência deve suplantar a Palavra de Deus em nossa vida – não importa o quanto ela signifique para nós ou quanto possa impressionar os outros. Nossas experiências sempre têm de ser julgadas à luz da Bíblia, e não a Bíblia à luz das nossas experiências. Deus Espírito Santo nos deu a Bíblia, e nenhum dom que venha mesmo do Espírito Santo contradirá a Bíblia.
DOM DE INTERPRETAÇÃO
Este dom tem uma relação de interdependência com o anterior, por isso tem o mesmo grau de importância quanto ao seu propósito e utilidade no corpo de Cristo. Ou seja, a edificação da Igreja como sendo o mais importante. Tal capacidade pode ser dada a um crente qualquer inclusive ao que tem o dom de falar em línguas (1 Cor 14:13).
O que é importante com relação a este dom é que não se pode confundir intepretação com tradução, a primeira se atem a mensagem e a segunda ao que está sendo dito de forma literal. A palavra grega para “interpretação” é “hermeneue”, da qual se origina a palavra “hermenêutica”, que é a ciência da interpretação, inclusive da Bíblia. Este vocábulo era usado sempre no sentido de expor, explicar em palavras.
Um bom exemplo de interpretação pode ser visto em Daniel 5, em que o rei Belsazar viu uma escrita na parede e nenhum dos sábios da Babilônia podiam dar a interpretação. O que estava ali eram quatro palavras soltas e que pareciam não fazer sentido (Dn 5:25). Mas o profeta compreendeu o significado que havia nelas. Assim, entendeu que “mene, mene, tequel e parsim” (que literalmente significam “contado, pesado e dividido”) estava dizendo que se tratava de uma mensagem de julgamento para o rei. Ou seja, que tais palavras significavam “seu reino foi contado, você foi pesado na balança e achado em falta, seu reino foi dividido e entregue a outro” (Dn 5:26-29, tradução livre do autor).
No dom de interpretação acontece o mesmo, só que geralmente é uma mensagem falada no ambiente de culto e não escrita. O intérprete não traduz palavra por palavra como o tradutor, ele transmite mensagem falada de uma língua para outra, em tempo real, em interação com o público e com precisão. Anote-se, enfim, que no dom de intepretação o que está em foco é a mensagem e não as palavras somente. Portanto, é de fundamental importância (na verdade, o. Em Atos 2, os discípulos não ficaram descontrolados, pois, no discurso de Pedro eles já não estavam mais a falar em “outras línguas”. Outro fato é que Paulo recomenda que ao falar em “outra língua” que seja acompanhado de quem também interprete. Ora, para que haja intepretação é preciso que esteja falando de forma pausada e cada um respeitando imprescindível) que ele exista para a edificação da Igreja, caso o dom de línguas esteja sendo utilizado.
CONCLUSÃO
Todo assunto que a Palavra de Deus aborda é de grande importância e não deve ser negligenciado. O preconceito é uma grande barreira e atrapalha nosso entendimento das Escrituras. A falta de interesse e as tradições constituem outros empecilhos para qualquer estudioso da Bíblia, de forma a impedir que desfrutemos plenamente do que Deus tem reservado para nós. Por outro lado, a falta de sabedoria e equilíbrio tem levado muitos a cometerem exageros que também atrapalham. No tocante aos dons espirituais não devemos ser ignorantes, é dizer, desinformados (1 Co12:1) para não pecarmos por omissão ou por ultrapassarmos os limites do bom senso, da organização e decência nos solenes momentos de adoração.
QUESTÕES PARA DISCUSSÃO EM CLASSE
1. Como podemos definir o dom da palavra da sabedoria? (1 Co 12:8)
R.
2. Em que diferem a sabedoria dada pelo Espírito Santo e a sabedoria adquirida naturalmente?
R.
3. O que significa o dom de línguas? Com que propósito ele foi dado à Igreja? R.4. Como resolver a “controvérsia” sobre a natureza das línguas em Atos 2 e a de 1 Coríntios 14?
R.
5. O que significa o dom de interpretação de línguas?
R.
6. Porque o apóstolo Paulo recomenda que aquele que fala em língua que ore para também interpretar? (1 Co 14:13)
R.
7. Por que tradução é diferente de interpretação? Qual a origem da palavra interpretação e como isso está relacionado ao contexto do dom de línguas?
R.
1 Coríntios 12:8
8 Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento;
1 Coríntios 12:10
10 a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las.
1 Co 12:8
8 Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento;
Gn 41:01-36
1 Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho. Parecia-lhe achar-se ele de pé junto ao Nilo.
2 Do rio subiam sete vacas formosas à vista e gordas e pastavam no carriçal.
3 Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio.
4 As vacas feias à vista e magras comiam as sete formosas à vista e gordas. Então, acordou Faraó.
5 Tornando a dormir, sonhou outra vez. De uma só haste saíam sete espigas cheias e boas.
6 E após elas nasciam sete espigas mirradas, crestadas do vento oriental.
7 As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então, acordou Faraó. Fora isto um sonho.
8 De manhã, achando-se ele de espírito perturbado, mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios e lhes contou os sonhos; mas ninguém havia que lhos interpretasse.
9 Então, disse a Faraó o copeiro-chefe: Lembro-me hoje das minhas ofensas.
10 Estando Faraó mui indignado contra os seus servos e pondo-me sob prisão na casa do comandante da guarda, a mim e ao padeiro-chefe,
11 tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele; sonhamos, e cada sonho com a sua própria significação.
12 Achava-se conosco um jovem hebreu, servo do comandante da guarda; contamos-lhe os nossos sonhos, e ele no-los interpretou, a cada um segundo o seu sonho.
13 E como nos interpretou, assim mesmo se deu: eu fui restituído ao meu cargo, o outro foi enforcado.
14 Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó.
15 Este lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo.
16 Respondeu-lhe José: Não está isso em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó.
17 Então, contou Faraó a José: No meu sonho, estava eu de pé na margem do Nilo,
18 e eis que subiam dele sete vacas gordas e formosas à vista e pastavam no carriçal.
19 Após estas subiam outras vacas, fracas, mui feias à vista e magras; nunca vi outras assim disformes, em toda a terra do Egito.
20 E as vacas magras e ruins comiam as primeiras sete gordas;
21 e, depois de as terem engolido, não davam aparência de as terem devorado, pois o seu aspecto continuava ruim como no princípio. Então, acordei.
22 Depois, vi, em meu sonho, que sete espigas saíam da mesma haste, cheias e boas;
23 após elas nasceram sete espigas secas, mirradas e crestadas do vento oriental.
24 As sete espigas mirradas devoravam as sete espigas boas. Contei-o aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse.
25 Então, lhe respondeu José: O sonho de Faraó é apenas um; Deus manifestou a Faraó o que há de fazer.
26 As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também sete anos; o sonho é um só.
27 As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas mirradas e crestadas do vento oriental serão sete anos de fome.
28 Esta é a palavra, como acabo de dizer a Faraó, que Deus manifestou a Faraó que ele há de fazer.
29 Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito.
30 Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra;
31 e não será lembrada a abundância na terra, em vista da fome que seguirá, porque será gravíssima.
32 O sonho de Faraó foi dúplice, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus se apressa a fazê-la.
33 Agora, pois, escolha Faraó um homem ajuizado e sábio e o ponha sobre a terra do Egito.
34 Faça isso Faraó, e ponha administradores sobre a terra, e tome a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura.
35 Ajuntem os administradores toda a colheita dos bons anos que virão, recolham cereal debaixo do poder de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem.
36 Assim, o mantimento será para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito; para que a terra não pereça de fome.
Gn 41:38
38 Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?
Lc 21:15
15 porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir, nem contradizer todos quantos se vos opuserem.
At 6:8-15
8 Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.
9 Levantaram-se, porém, alguns dos que eram da sinagoga chamada dos Libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e Ásia, e discutiam com Estêvão;
10 e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava.
11 Então, subornaram homens que dissessem: Temos ouvido este homem proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus.
12 Sublevaram o povo, os anciãos e os escribas e, investindo, o arrebataram, levando-o ao Sinédrio.
13 Apresentaram testemunhas falsas, que depuseram: Este homem não cessa de falar contra o lugar santo e contra a lei;
14 porque o temos ouvido dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deu.
15 Todos os que estavam assentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estêvão, viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo.
At 15
1 Alguns indivíduos que desceram da Judeia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos.
2 Tendo havido, da parte de Paulo e Barnabé, contenda e não pequena discussão com eles, resolveram que esses dois e alguns outros dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros, com respeito a esta questão.
3 Enviados, pois, e até certo ponto acompanhados pela igreja, atravessaram as províncias da Fenícia e Samaria e, narrando a conversão dos gentios, causaram grande alegria a todos os irmãos.
At 15:19
19 Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus,
1 Cor 12:10
10 a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las.
Ef 2:11-13
11 Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas,
12 naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.
Atos 2:1-13
1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.
3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.
4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.
5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu.
6 Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua.
7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando?
8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?
9 Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia,
10 da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem,
11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?
12 Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer?
13 Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados!
1 Coríntios 12
1 A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
2 Sabeis que, outrora, quando éreis gentios, deixáveis conduzir-vos aos ídolos mudos, segundo éreis guiados.
3 Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo.
1 Coríntios 13:1
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
Atos 2
1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.
3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.
1 Coríntios 12
1 A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
2 Sabeis que, outrora, quando éreis gentios, deixáveis conduzir-vos aos ídolos mudos, segundo éreis guiados.
3 Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo.
1 Cor 14:5
5 Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação.
Atos 2
1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.
3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.
Joel 2
1 Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o Dia do SENHOR vem, já está próximo;
2 dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão! Como a alva por sobre os montes, assim se difunde um povo grande e poderoso, qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração.
3 À frente dele vai fogo devorador, atrás, chama que abrasa; diante dele, a terra é como o jardim do Éden; mas, atrás dele, um deserto assolado. Nada lhe escapa.
At 2:41
41 Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.
1 Co 14:4
4 O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja.
1 Cor 14:13
13 Pelo que, o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar.
Daniel 5
1 O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes e bebeu vinho na presença dos mil.
2 Enquanto Belsazar bebia e apreciava o vinho, mandou trazer os utensílios de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, tirara do templo, que estava em Jerusalém, para que neles bebessem o rei e os seus grandes, as suas mulheres e concubinas.
3 Então, trouxeram os utensílios de ouro, que foram tirados do templo da Casa de Deus que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus grandes e as suas mulheres e concubinas.
Dn 5:26-29
26 Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele.
27 TEQUEL: Pesado foste na balança e achado em falta.
28 PERES: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas.
29 Então, mandou Belsazar que vestissem Daniel de púrpura, e lhe pusessem cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem que passaria a ser o terceiro no governo do seu reino.
Atos 2
1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.
3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.
1 Co 12:8
8 Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento;
Atos 2
1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.
3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.
1 Coríntios 14
1 Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis.
2 Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.
3 Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando.
1 Co 14:13
13 Pelo que, o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar.