A urgência da missão
Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros.
Esta é última unidade de nosso livro. Durante todo o trimestre, aprofundamo-nos no tema “Evangelização”. Estudamos conceitos, fundamentos bíblicos e teóricos, discorremos sobre os desafios e abordamos estratégias decorrentes do assunto. Entretanto, o maior desafio, como acontece com qualquer abordagem relacionada à Palavra de Deus, é colocar em prática a teoria estudada.
Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros.
Esta é última unidade de nosso livro. Durante todo o trimestre, aprofundamo-nos no tema “Evangelização”. Estudamos conceitos, fundamentos bíblicos e teóricos, discorremos sobre os desafios e abordamos estratégias decorrentes do assunto. Entretanto, o maior desafio, como acontece com qualquer abordagem relacionada à Palavra de Deus, é colocar em prática a teoria estudada.
A evangelização é uma necessidade urgente à Igreja. Há muito tempo, Jesus deixou isso muito claro: “Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita”. (Jo 4:35, NVI) Agora, vamos discorrer sobre tais palavras a fim de que despertemos para tão nobre missão.
OLHE COM ATENÇÃO
A narrativa de Mateus 9:35-38 surpreende-nos pela riqueza de detalhes. Olhando com atenção, podemos perceber a profundidade do ministério evangelístico de Jesus e o alvo de Sua missão.
Mateus descreve que Ele “percorria todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades”. (Mateus 9:35) Essa era a segunda viagem missionária de Jesus, agora na companhia dos discípulos, pela Galileia. O Mestre era incansável na missão evangelística. Por vezes, era abatido pelo cansaço decorrente de Sua natureza humana (Lc 8:23; João 4:6), mas o foco em Sua missão não permitia que desanimasse. A prioridade de Jesus era cumprir a obra para qual fora enviado, e isso estava acima até de Suas necessidades primárias como humano (Jo 4:34).
Jesus percorria “todas as cidades e povoados” anunciando o Evangelho. A missão não era limitada ou destinada a um público especifico; prestava atenção às multidões (v. 36), não apenas aos grupos que O seguiam, mas ao vasto número de pessoas com as quais (enquanto Ele passava) observava o país ser repovoado.
Ele notou como cidades e aldeias eram um formigueiro de almas, e como eram densamente povoadas. E observava a abundância de pessoas que havia em cada sinagoga, e que as redondezas dos portões eram locais de grandes ajuntamentos. Ao perceber aquilo, sentiu compaixão e preocupou-se com as pessoas (v. 36). Ele era movido pela compaixão; não em uma versão transitória, como a compaixão pelos cegos, coxos e doentes, mas em sentido espiritual. Compadeceu-se por vê-las desgarradas e errantes, e a ponto de serem destruídas pela falta de visão. No desamparo das multidões, Ele viu uma oportunidade para a proclamação do reino.
Jesus olhou e viu o que ninguém estava enxergando, nem escribas, nem fariseus. Tampouco Seus discípulos perceberam que as pessoas estavam “aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor” (Mateus 9:36, NVI). Jesus viu almas preciosas desmaiando de fome, amplamente dispersas, desgarradas, como ovelhas que não têm pastor.
Talvez seja isso nos esteja faltando: levantar a cabeça e olhar com atenção ao redor. Motivos para evangelizar não faltam; o que falta é coragem para olhar para esses motivos. Falta-nos compaixão pelas almas, algo que Jesus tinha em abundância. Foi esse sentimento que O trouxe do Céu a Terra e O levou à cruz. A aflição é o objeto da compaixão; e a aflição das almas pecaminosas e autodestrutivas é a maior de todas - Cristo se compadece daqueles que tem menos compaixão de si mesmos. Nós também devemos proceder assim. A maior compaixão cristã é a sentida pelas almas. Eis a característica que mais nos assemelha a Cristo.
Precisamos expandir nossos limites. Há muitas “cidades e povoados” que precisam ser alcançados pelo “Evangelho do reino”. E esses lugares não estão tão distantes de nós! Basta erguer os olhos; multidões estão caminhando, errantes, pelo mundo. Almas famintas, precisando de alimento e cuidados espirituais, aflitas por não encontrarem a paz que só pode ser achada n’Aquele que tem “as palavras de vida” (João 6:68).
UMA MISSÃO URGENTE (JOÃO 4:31-38)
A missão da evangelização era tão urgente para Jesus que, mesmo depois de uma longa conversa com a mulher samaritana, e de estar faminto e cansado, Ele olhou para o pão que lhe foi oferecido e disse: “A minha comida consiste em fazer a vontade d’Aquele que me enviou e realizar a Sua obra” (João 4:34).
Indubitavelmente, o que levou Jesus a agir dessa maneira foi ver a multidão de samaritanos, efeito da evangelização da mulher que conversara com Ele, à beira do poço, que vinha ao Seu encontro para ouvi-lO. Ou seja, é como se Jesus dissesse “Não posso comer agora, há algo mais importante para fazer. A missão do meu pai é mais urgente”. Isso nos ensina algo profundo: a Igreja não é chamada para satisfazer suas vontades, mas a vontade d’Aquele que a criou.
Dentre tantas metas que temos estabelecido para nossas igrejas, em que lugar está o plano de evangelização? Ela exige da Igreja o sacrifício de qualquer outra prioridade, que não seja a proclamação do reino de Deus.
A missão é tão urgente que Jesus diz a Seus discípulos: “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até a colheita? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a colheita” (João 4:35). Deixando de lado a exegese do jogo de palavras de Jesus, a mensagem transmitida é: a colheita é agora! Não havia tempo a esperar. E a Igreja não pode esperar. É necessário trabalhar na hora certa para que este período não seja perdido. Se o trigo maduro não for colhido, ele cairá em terra e será perdido, e as aves o comerão. Se as almas que estiverem sob condenação, e possuírem boa inclinação, não forem ajudadas agora, seus princípios de esperança resultarão em nada, e elas serão uma presa para os impostores.
O tempo da colheita é cada dia que se chama “hoje”. É difícil afirmar quantas pessoas nascem e morrem no mundo, diariamente. Os dados, baseados em censos mundiais e estatísticas, podem não ser exatos. Ainda assim, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 102 pessoas morram por minuto, ou 148 mil por dia.[7] É um dado assustador que nos faz pensar na urgência da missão.
Outro ponto importante é a necessidade de divulgação do Evangelho, ou seja, em caráter prioritário. A organização cristã Projeto Josué procura definir os grupos étnicos que mais precisam de missionários e missões. Segundo ela, 42,3% da população mundial ainda não tiveram oportunidade de conhecer a Jesus, nem os Evangelhos. A porcentagem corresponde a quase 3,12 bilhões de pessoas. São campos a serem colhidos. É claro que, na maioria das regiões onde se concentram essas pessoas, o Evangelho não tem muita aceitação, mas não podemos esquecer que as palavras de Jesus sobre a urgência da colheita foram proferidas em solo samaritano. E, naquele dia, muitos samaritanos aceitaram o Evangelho e converteram-se (Jo 4:41-42).
O alvo da Evangelização são “os confins da Terra” (At 1:8). Começou em Jerusalém, pela Judeia e Samaria, mas ainda há inúmeros lugares a serem alcançados. Existem centenas de pessoas que precisam conhecer as novas de salvação. A Igreja recebeu poder para isso; todavia, esqueceu que tem poder para, ou esqueceu a sua missão.
UMA MISSÃO COMPENSADORA
O trabalho da evangelização não é uma tarefa fácil; tem desafios e, por que não dizer, oferece riscos. Contudo, é um trabalho compensador. Jesus disse aos discípulos: “Aquele que colhe já recebe o seu salário e colhe o fruto para a vida eterna, de forma que se alegram juntos o que semeia e o que colhe” (João 4:36, NVI).
Aqueles que ceifam da colheita espiritual são duplamente recompensados com “salários e frutos”, não para uma estação, mas para a vida eterna. O resultado de uma semente que frutifica é extraordinário! Jesus lançou a boa semente, ela encontrou terreno fértil no coração da mulher samaritana, e aquela semente frutificou “a cem, sessenta e trinta por um” (Mt 13:8).
Muitas vezes, o trabalho evangelístico é árduo, como ocorreu algumas ocasiões com Jesus. Nem sempre uma multidão vai se converter (Mc 5:15:20); no entanto, se for por uma única alma a se salvar, valerá a pena o esforço. Algumas vezes, haverá resistência, opressão e perseguição; todavia, ao fim de tudo, seremos bem aventurados (Mt 5:10-11). A palavra de Deus diz que “os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl 126:5-6). Embora o contexto do verso de Salmos seja outro, a mensagem expressa muito bem a dificuldade da semeadura, em contraste com o regozijo da colheita.
CONCLUSÃO
Escrevendo para os romanos, citando as palavras de Isaías, Paulo disse: “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas” (Rm 10:15). As “coisas boas” a que o apóstolo se refere é a mensagem da Palavra de Deus. Mensagem esta que acreditava poder salvar a todos, tanto judeus como gregos ou gentios (10:12). E essa mensagem continua salvando a “todo aquele que invocar o nome do Senhor” (10:13).
Todavia, como disse Paulo, “e como crerão n’Aquele de quem nada ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue?” (10:14). Essas últimas palavras citadas levam-nos ao despertar da evangelização. A missão é urgente! Enquanto a Igreja não ceifa almas para o céu, o inimigo não retarda seu trabalho, ceifando almas para o inferno (João 10:10).
Mateus 9:37
37 E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Mateus 9:37
37 E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Jo 4:35
35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa.
Mateus 9:35-38
35 E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.
36 Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.
37 E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos.
38 Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.
Mateus 9:35
35 E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.
Lc 8:23
23 Enquanto navegavam, ele adormeceu. E sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo eles o perigo de soçobrar.
João 4:6
6 Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta.
Jo 4:34
34 Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.
Mateus 9:36
36 Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.
João 6:68
68 Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna;
JOÃO 4:31-38
31 Nesse ínterim, os discípulos lhe rogavam, dizendo: Mestre, come!
32 Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis.
33 Diziam, então, os discípulos uns aos outros: Ter-lhe-ia, porventura, alguém trazido o que comer?
34 Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.
35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa.
36 O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna; e, dessarte, se alegram tanto o semeador como o ceifeiro.
37 Pois, no caso, é verdadeiro o ditado: Um é o semeador, e outro é o ceifeiro.
38 Eu vos enviei para ceifar o que não semeastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.
João 4:34
34 Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.
João 4:35
35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa.
Jo 4:41-42
41 Muitos outros creram nele, por causa da sua palavra,
42 e diziam à mulher: Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo.
At 1:8
8 mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.
João 4:36
36 O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna; e, dessarte, se alegram tanto o semeador como o ceifeiro.
Mt 13:8
8 Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um.
Mc 5:15
15 Indo ter com Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido, em perfeito juízo; e temeram.
Mt 5:10-11
10 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
11 Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.
Sl 126:5-6
5 Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão.
6 Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.
Rm 10:15
15 E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!
João 10:10
10 O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.