A Graça de contribuir
Nós aprendemos desde cedo que a graça é favor imerecido. É algo que está para além das posses de nossas virtudes. Justamente por essa razão a graça é de graça.
No entanto, na nossa ideia do que seja graça, enquadram-se apenas as felizes, fáceis saborosas e carismáticas manifestações das bênçãos de Deus sobre nós (Ef 1.3). Nunca pensamos em graça como privilégio de sofrer. Todavia, também esta dimensão está presente na teologia do conceito de graça: “Por que vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo, e não somente crerdes nele” (Fp 1.29).
Sem dúvida, tal conceito não tem nada de convidativo e empolgante em si mesmo. Nosso mundo é, a cada dia mais, patrocinador da ideia do não-sofrimento. Somos a sociedade do analgésico. A anestesia psicológica, existencial e social é a nossa maior medicina. Especialmente para aqueles que apesar de viverem no terceiro mundo, mantém o status e o padrão do primeiro.
Além da graça de sofrer, há ainda outra graça indesejável – aliás, bem poucos a vêm como graça, como privilégio, como favor imerecido. Trata-se da "graça de contribuir".
Percebe-se a contribuição como graça, mais do que qualquer outra ocasião, quando Paulo faz conhecer à igreja de Corinto a atitude generosa e pródiga de amor que permeara o gesto da igreja da Macedônia, quando esta se solidarizou com a comunidade cristã da Judéia – que passava um gravíssimo período de pobreza e fome – enviando-lhe, ainda que sem condições ideais para tal, uma oferta de amor.
Os irmãos da Macedônia não se sentiam dignos de contribuir, de participar da obra de Deus. Por isso, pediam que essa possibilidade lhes fosse criada, ainda que numa expressão de graça, de favor imerecido. Paulo diz aos coríntios:
“Também irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus, concedida às igrejas da Macedônia; por que no meio de muita prova e tribulação manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade”. (2 Co 8.1, 2)
Desde o início, os cristãos macedônios haviam experimentado perseguições (cf. At 16 e 17; Fl 1.29; 2 Ts 2.13 e ss.), e elas acarretaram a destruição de suas propriedades e saques de suas riquezas. Portanto, o pouco que essas pessoas tinham havia se tornado quase nada, e a situação deles era desesperadora. Mas a graça triunfa sobre as circunstâncias. Se eles experimentavam profunda pobreza, também sabiam “manifestar abundância de alegria”. Por isso, “segundo as suas posses e até mesmo acima de suas posses, deram voluntariamente” (2 Co 8.3).
O apóstolo prossegue dizendo que era tão grande a consciência que tomava os irmãos macedônios de que contribuir era um favor imerecido, que eles suplicaram com “muitos rogos a graça de participarem da assistência aos santos” (2 Co 8.4). E fizeram isso porque tinham em mente as prioridades corretas: “primeiramente a si mesmo se deram ao Senhor” (2 Co 8.5), e se deram a Paulo e a seus companheiros para realizar qualquer serviço que deles requeressem.
O gesto macedônio inspirou Paulo a enviar Tito a Corinto a fim de promover a mesma compreensão, desencadeadora da mesma atitude: “O que nos levou a recomendar a Tito que, como começou, assim também complete esta graça entre vós” (2 Co 8.6). Aliás, nada se podia esperar de uma igreja que se julgava madura como a de Corinto – crendo que estava superabundando em fé, teologia, sabedoria e serviço social – senão algo, no mínimo, semelhante à consciência dos irmãos macedônios. Por essa razão Paulo lhes diz: “Assim também abundeis nesta graça” (2 Co 8.7).
De fato, o que se define de modo irrefutável, neste introito do apóstolo à questão da contribuição, é que ofertar para a obra do Senhor é um favor que nenhum de nós merece. É graça!
Eu não mereço contribuir. Você também não! Nenhum dinheiro ganho com ambíguas motivações é santo. Nosso dinheiro não é em si mesmo puro, tão somente pelo fato de que não estamos na lista dos sonegadores (ou estamos?), ou por termos nossos compromissos pagos em dia. Os tesouros desse mundo são metafísica e motivacionalmente tesouros da injustiça (Lc 16.9). E as motivações que na grande maioria das vezes determinam nossa relação com o lucro não são de todo santas (1 Tm 6.10).
Por isso, nossa contribuição é uma concessão de Deus. A santidade absoluta de Deus, se praticada sobre nós, não nos permitiria “nem contribuir”; mas na sua graça, Ele santifica nosso dinheiro, quando a grande motivação que nos leva a adquiri-lo é poder viver com dignidade e promover a causa do reino de Deus. Se não for essa a propulsão secreta de nossos corações, a nossa contribuição não passará de uma abominação, uma atitude semelhante àquela que norteou a oferta de Caim (Gn 4.1-7; Jd 11).
Nossa oferta ao Senhor não é de fato uma oferta de Deus. É, antes de tudo, uma oferta de Deus a nós. Quem oferta a Deus, oferta a si mesmo, na medida em que dar, antes de ser uma graça de nós a outros, é uma graça de Deus a nós. Se alguém se comove a dar, humilde e alegremente, é porque já foi tocado pela graça de Deus (Rm 7.18; Fp 2.13). Mas quantos querem essa graça? Você a quer? Você deseja a bênção de contribuir? De devolver o que é de Deus na direção da causa de Deus?
A maioria das pessoas que eu conheço contribui ainda com medo de Deus. Ou então o faz na estreita medida do dízimo. Porque Malaquias chama de ladrão aquele que não contribui, então resolve quitar seu carnê do Reino (Ml 3. 8, 9). Todavia, essas pessoas fazem isso com o mesmo sentido de obrigatoriedade com o qual pagam a conta de luz, a água ou aluguel do apartamento. Não lhes move o coração o temor do Senhor. Não se sentem comovidos pela graça. Não percebem que não teriam direito a meter a mão no bolso para dar a tão santa causa.
Há ainda outro grande motivo para dar, maior ainda do que o exemplo dos macedônios. É a “graça de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Co 8.9). Graça é o amor que se dobra para salvar quem não merece, e, na pobreza de Jesus, fomos enriquecidos, pois ele era rico e se fez pobre, ao se tornar homem. E isso aconteceu por amor de nós.
Quem entender esta verdade e entrar na vida de Deus por meio dela será agradecido. Onde a gratidão se funde com a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, produz-se uma disposição para atos graciosos semelhantes, isto é, de se tornar pobre para tornar os outros ricos.
Você deseja a graça de contribuir? Saiba que quem apenas “devolve” o dízimo ou oferta uma quantia que “sobrou” ou não irá lhe fazer falta, está motivado a contribuir pelos mesmos sentimentos daqueles que liquidam uma conta, para não terem o nome no SPC, ainda não passou da velha aliança para a nova aliança em Cristo; ainda não pensa como cristão, mas raciocina como um legalista judeu, fazendo questão de dizimar a hortelã, o endro e o cominho. Todavia, despreza o mais importante da lei: o juízo, a misericórdia e a fé. Deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas (Mt 23.23).
A Nova Aliança em Cristo vai além da aliança de Deus com Israel também na questão do dar. Em Cristo, o dízimo não é a mensalidade dos crentes na sociedade religiosa da igreja ou no filantropo clube da fé. Na Nova Aliança, o dízimo é uma quantia de referência mínima para estabelecer o piso de nossas contribuições, entendidas não como cobrança, mas como graça, como privilégio. Na Nova Aliança, Deus não pede apenas 10% de nossas rendas. Ele deseja a nossa doação total, entrega total e absoluta de nosso ser, pois é somente quando nos doamos a Deus que entendemos que “nada temos, mas tudo possuímos” (2 Co 6.10).
Quem entender isso não ficará mais preocupado em saber se o Dízimo foi ou não abolido na Nova Aliança, pois desejará contribuir não mais apenas com 10% de suas rendas, mas abundará em riquezas de generosidade. De modo que, segundo a sua condição financeira e, ainda, acima de sua capacidade, contribuirá voluntariamente. E não somente o dinheiro, mas, e antes de tudo, a si mesmo se dará primeiramente ao Senhor, pois esta é a vontade de Deus (2 Co 8.2-5).
Que Deus nos abençoe em Cristo Jesus.
Ef 1
1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus,
2 graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,
Fp 1
1 Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos,
2 graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
3 Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós,
2 Co 8
1 Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia;
2 porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.
3 Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários,
At 16
1 Chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego;
2 dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio.
3 Quis Paulo que ele fosse em sua companhia e, por isso, circuncidou-o por causa dos judeus daqueles lugares; pois todos sabiam que seu pai era grego.
2 Ts 2
1 Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos
2 a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor.
3 Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição,
2 Co 8
1 Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia;
2 porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.
3 Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários,
2 Co 8
1 Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia;
2 porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.
3 Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários,
2 Co 8
1 Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia;
2 porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.
3 Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários,
2 Co 8
1 Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia;
2 porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.
3 Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários,
2 Co 8
1 Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia;
2 porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.
3 Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários,
Lc 16
1 Disse Jesus também aos discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador; e este lhe foi denunciado como quem estava a defraudar os seus bens.
2 Então, mandando-o chamar, lhe disse: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela.
3 Disse o administrador consigo mesmo: Que farei, pois o meu senhor me tira a administração? Trabalhar na terra não posso; também de mendigar tenho vergonha.
1 Tm 6
1 Todos os servos que estão debaixo de jugo considerem dignos de toda honra o próprio senhor, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados.
2 Também os que têm senhor fiel não o tratem com desrespeito, porque é irmão; pelo contrário, trabalhem ainda mais, pois ele, que partilha do seu bom serviço, é crente e amado. Ensina e recomenda estas coisas.
3 Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade,
Gn 4
1 Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz a Caim; então, disse: Adquiri um varão com o auxílio do SENHOR.
2 Depois, deu à luz a Abel, seu irmão. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim, lavrador.
3 Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.
Rm 7
1 Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida?
2 Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal.
3 De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.
Fp 2
1 Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias,
2 completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento.
3 Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.
Ml 3
1 Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos.
2 Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda? E quem poderá subsistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros.
3 Assentar-se-á como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata; eles trarão ao SENHOR justas ofertas.
2 Co 8
1 Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia;
2 porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.
3 Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários,
Mt 23
1 Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos:
2 Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus.
3 Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem.
2 Co 6
1 E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus
2 (porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação);
3 não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o ministério não seja censurado.
2 Co 8
1 Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia;
2 porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.
3 Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários,