Conheça o nosso Presidente: Pastor Sidnei Grossklaus!
No início desse mês tivemos a comemoração de mais um ano de vida do nosso Pastor Presidente, Sidnei Grossklaus e para conhecer mais de sua história pessoal e de fé, de suas experiências no ministério e suas esperanças para o futuro, o pastor nos concedeu uma entrevista, em que compartilhou histórias de milagres, conversões e seu conselho para os jovens de nossa igreja. Acompanhe a seguir:
Sidnei Grossklaus, nascido em 7 de maio, no interior da cidade de Bituruna, no Paraná, recebeu seu chamado no começo da idade adulta e teve grandes experiências com o Senhor. Casado com Roseli, pai de 4 filhos e presidente da Conferência Batista do Sétimo Dia desde 22 de Fevereiro de 2024, ele nos contou um pouco sobre sua experiência no ministério:
1) Como foi o seu chamado para o ministério pastoral? Houve um momento específico em que o senhor sentiu que Deus o estava chamando?
Eu creio que desde a minha conversão. A gente escutava um programa de rádio do Pastor Pedro Gontarski e aos 19 anos eu me interessei em fazer um estudo bíblico, que fiz de fato, mas ainda não havia aquela chama. Depois que fui viver com minha esposa, a gente passou por algumas dificuldades e um dia saindo para o trabalho eu disse a Deus, mesmo sem conhece-lo, que se ele quisesse que eu fosse um Pastor, então que ele mudasse a minha vida, a história da minha vida e 30 dias depois eu tive um sonho, uma visão.
Eu estava em um certo lugar, caminhando, subindo numa estrada, uma serra e eu vi 2 anjos. Eles vieram e cada um pegou num braço meu e me ergueram voando e me soltaram em uma ponte, eu caminhei naquela ponte por uns 300 metros, cheguei em uma casa e lá havia em torno de 200 a 300 pessoas. Eu fiquei olhando para aquele povo e de repente olhei para o céu. Do céu vinha descendo um livro, que caiu na minha mão, estava escrito em letras brilhantes “Bíblia Sagrada” e uma voz disse: “agora pregue”. Eu acordei e dali em diante o meu coração se comoveu e eu quis fazer alguma coisa para Jesus, mas onde nós morávamos não tinha nada. Eu conversei com a minha esposa, ela aceitou, conversei com mais um casal e começamos a fazer cultos e logo em seguida mais famílias começaram a aderir aos cultos e assim começamos.
Então nasceu o nosso primeiro filho e eu chamei um pastor para fazer a apresentação dele, ele veio e nesse dia tinham umas 40 pessoas, curiosos, familiares e o Pastor perguntou se nós queríamos que se fizesse cultos, eu disse que sim e então por isso fizemos a nossa casa no modelo que é.
O pastor Pedro Gontarski, de Porto União, começou os cultos e vinha a cada 30 dias. Depois diminuiu para 15 dias e aí já tinham mais famílias, mas um dia fomos fazer o culto na casa do meu irmão e não vinha ninguém para pregar, então eles me falaram “agora você tem que fazer o culto” e ali eu comecei a desenvolver o chamado que Deus me deu, desde o começo da minha conversão e Deus me abençoou dessa forma.
2) Quais foram os maiores desafios que o senhor enfrentou no início do ministério, e como superou cada um deles?
Bom, na época a gente era muito pobre, era muito difícil. Mas então nós começamos a sofrer com a falta de conhecimento e orientação. Mas nós fomos buscando na Bíblia, líamos a Bíblia até de madrugada às vezes e fomos trabalhando, fomos continuando. Depois de algum tempo Deus nos abençoou e construímos um templo e depois uma igreja onde nós moramos, e então fomos chamados para o ministério, para trabalhar em Santo Antônio do Sudoeste.
Eu era muito jovem ainda e fomos em família, com os três filhos pequenos e lá, nós começamos sem recursos, o trabalho naquela região. Tinham apenas 2 membros na igreja e assim nós começamos, passamos dificuldades financeiras e fomos superando tudo com a ajuda de Deus.
Chegou um momento em que eu falo que o “corvo” nos sustentou. Uma pessoa que nós nunca esperávamos, que nos ouvia pregar mas era viciado em álcool, trouxe um dinheiro para nós bem no dia que não tinha nem o pão, nem o leite para as crianças. Então Deus foi nos dando força e a gente foi superando os obstáculos que enfrentamos.
3) Existe alguém que teve um papel marcante na sua formação espiritual ou liderança?
Quem me deu bastante força no começo, orientação, foi o Pastor Pedro Gontarski, que foi o primeiro que começou a atender a gente na época. Então, foi o pastor Pedro Gontarski, já falecido, de quem eu fiz o sepultamento e muitos anos depois, da esposa dele.
4) Como o senhor equilibra sua vida ministerial com a vida familiar e pessoal?
Essa é uma pergunta bem interessante. No começo, a gente esquece da família e trabalha para o ministério, né? Então nós tivemos muito sofrimento com isso, com a família, fizemos a família sofrer por falta de conhecimento. Porque Deus quer que a gente o priorize, então a família, depois a igreja e o ministério. E muitas vezes a gente faz o contrário. Prioriza o ministério e deixa a família para trás.
Mas quando nós conseguimos entender melhor o chamado e o propósito, fomos conversando, nos entendendo e nos cuidando. Mas tem sido, até hoje, um desafio. Porque às vezes estamos em uma comemoração, um almoço e temos que deixar a família ali para trabalhar no ministério. Isso aconteceu muito, de passar o dia do aniversário longe dos filhos e isso repercute até hoje, pois o pai não estava, deixava a mãe sozinha, porque eu trabalhei muito, viajei muito pela igreja nesse Brasil. Então, as dificuldades foram grandes, mas Deus sempre cuida de nós em nossas necessidades.
5) De todas as experiências no ministério até hoje, qual foi a mais marcante ou transformadora?
Eu tenho inúmeras experiências que marcaram a minha vida, mas vou destacar duas que tive. Uma é com a minha mãe. Ela veio da Igreja Católica tradicional e tinha muita convicção. E eu fui pregar para a minha mãe e ela não aceitou a pregação, rejeitou e quis me bater. Usou uma palavra rude contra mim e disse: “Meus bisavós eram da igreja, meus avós, meus pais e agora você vai querer me mudar?” Eu disse que não mudaria ela, mas que Deus poderia mudar.
E em uma certa ocasião, uma irmã minha sofreu um acidente de ônibus e ficou muito machucada, foi para o hospital e depois veio para a casa no interior e estava passando muito mal. Estava com muita febre e machucada. Então chegaram dois irmãos missionários de Porto União para fazer o culto na minha casa no Sábado de manhã, e eu levei os dois na casa da minha mãe para orar pela minha irmã e ela foi curada na hora e isso mexeu com a minha mãe. Um dia ela foi no culto, que ela nunca ia, e me viu pregar. Ela disse que via em volta de mim uma coroa de ouro que brilhava e era como se eu subisse e descesse do altar. Ali, minha mãe se converteu. E digo para vocês que se tornou a pessoa mais crente da igreja na época, porque ela viu Deus trabalhar.
Outra experiência que não esqueço foi em Canoinhas, com quem hoje é o Pastor Neri. Na época eu era recém chegado em Canoinhas, e estava ali, quase não tinham crentes na igreja, uma dificuldade muito grande e a igreja tinha muito capim em volta. Um dia eu estava capinando, limpando em volta da igreja, aí acabei me cansando, já eram 11 horas da manhã e eu parei de capinar e comecei a falar com Deus, a perguntar o que eu estava fazendo ali, sozinho, sofrendo com a família e então um homem passou na frente da igreja e uma voz falou comigo: “chame esse homem”. Eu dei um grito e no meu coração veio a certeza: “é Deus!” Porque eu sempre pedia que Deus falasse comigo. Eu dizia para ele: “Meu Deus, se o Senhor falou com Moisés, com Abraão, porque o Senhor não fala comigo?” E então ele falou comigo naquele dia.
Eu chamei o pastor Neri e quando ele chegou na igreja eu não disse “bom dia” pra ele, eu perguntei direto: “Como que vai a tua vida?” E o Pastor Neri começou a gaguejar e começou a chorar e eu levei ele pra dentro da igreja e o apresentei para Jesus. Em resumo, ele aceitou a Cristo na vida dele, nunca mais saiu e hoje é Pastor. Neri e sua esposa frequentavam o espiritismo ou algo assim, não sei bem mas isso me marcou e nunca vou esquecer.
Se eu for testemunhar, serão muitas experiências.
6) Qual é a sua visão para o futuro da igreja nos próximos anos?
Eu tenho uma visão para a igreja. Muitos falam assim: “ah, mas a Igreja Batista do Sétimo Dia não cresce” e muitos cobram. Então eu olho para a história da Igreja de Deus na Terra. Quando no princípio aconteceram os fatos com Moisés, Abraão. Quando do dilúvio de Noé, havia tanta gente no mundo, mas de repente sobraram tão poucas. Quando Jesus veio a Terra também, ele pregou para tanta gente e de repente ficou só ele e os discípulos. Eu olho para a Igreja e não para a quantidade, mas eu vejo que nós vamos ganhar muitas almas para Jesus ainda.
Eu tenho uma perspectiva, pela fé, que muitas pessoas nesses últimos dias estão buscando pelo conteúdo da Palavra, que já não aguentam mais esse evangelho falso e estão procurando o evangelho verdadeiro. Então nós temos que nos preparar para expor o que está escrito, né? E isso vai fazer com que muitas almas aceitem a Jesus e a doutrina Batista do Sétimo Dia. E nós nos tornaremos um grupo muito abençoado. Não vou dizer que teremos um grande número de salvos, mas que a Igreja Batista do Sétimo Dia terá um papel muito importante nos dias futuros, sim, por causa da genuína Palavra que hoje não se encontra e nós a preservamos.
7) Se pudesse dar um conselho para os jovens que sentem o chamado de Deus, qual seria?
Que a prioridade de todo jovem deveria ser o Reino dos Céus. Hoje nós vemos o mundo tomando o chamado da maioria dos jovens. Por quê? Porque todos se preparam para o mercado de trabalho, e o mercado de trabalho tem muitas oportunidades para conseguir um bom salário, salário alto.
Hoje, a Igreja Batista do Sétimo Dia não tem um grande salário para oferecer para os jovens. Porém, o que temos de grande para a juventude é a vida eterna, o reino celestial, a cidade santa.
Então nós devemos sofrer, morrer até, pela causa de Cristo. Se hoje pudéssemos ter uma mensagem para a juventude, é de que nesse mundo tudo é ilusão. Mesmo que nós tenhamos ouro, prata , tesouros aqui, tudo vai perecer, mas as almas que nós ganharmos para o Reino dos Céus, são para a vida eterna, inclusive a nossa própria vida. Então, tem muitos jovens perdendo o ministério e até a vida eterna. Por quê?
Porque muitos se afastam de Jesus por causa dos bens dessa terra que os envolve e sufoca o chamado de Deus e o conhecimento. Então, hoje a prioridade está errada, né? Nós devemos priorizar a Deus e o ministério, o chamado, que é mais rico, mais importante.
Louvamos a Deus pela vida do Pastor Sidnei e desejamos a ele e sua família muitas bençãos e muita força para que continuem exercendo esse papel tão importante no ministério. Que o Senhor ilumine os passos e conceda sabedoria, e que assim, ele continue fazendo um grande trabalho à frente da Conferência Batista do Sétimo Dia no Brasil!