Ajuda a minha incredulidade!
“E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade.” Marcos 9: 24
Desde a infância de seu filho, o pai sofria ao vê-lo tomado por um espírito maligno. Quantas e quantas vezes será que ele já não havia procurado a cura para seu filho? Sabemos que um pai faz tudo para poder ver o filho bem, nenhum pai, nenhuma mãe quer ver os filhos sofrerem, dói em dobro neles e se tornam incansáveis em procurar a cura que os filhos precisam.
Em Marcos 9:14-29, vemos a dor de um pai desesperado que procura por um milagre na vida de seu filho, porém, anos se passaram e ele não conseguiu achar ninguém que pudesse lhe dar essa alegria. Muitas pessoas hoje em dia passam pela mesma situação. Há anos sofrem com algum problema e não conseguem achar uma solução.
Elas lutam, mas o casamento continua a desmoronar; o filho continua nas drogas; a doença parece não ter cura; elas procuram, mas a porta do trabalho não se abre. A fé está fraca e como as coisas não acontecem, ela vai enfraquecendo mais ainda, e se não cuidar ela irá morrer. Quando isso acontece, preocupações e tristezas são os elementos que preenchem a vida. Não há sorriso, não há esperança.
O foco fica nos problemas que parecem serem impossíveis de serem resolvidos, e a vida vai passando e os momentos em que eram para crescermos, nos diminuem, pois ao invés de procurarmos por Jesus, nos afastamos. Fazemos igual a esse pai, que passou muito tempo procurando a solução, mas não tinha procurado Jesus ainda. Mas chegou o momento em que Jesus veio e tomou conta daquela situação. O homem viu Jesus, lhe contou o problema e pediu ajuda, mesmo com sua fé abalada. A resposta de Jesus lhe fez pensar: “Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê.” E agora? Ele já havia crido muitas vezes, mas com tantas tentativas fracassadas, estava difícil de acreditar.
Sem se conter, ele chora e pede ao Senhor que lhe ajude a crer. “Eu creio, Senhor”, ele tinha esperança que Jesus podia curar o seu filho; “Ajuda a minha incredulidade”, mas sua fé não estava forte, ele não tinha certeza, ele precisava que Jesus lhe ajudasse a acreditar, e foi sincero pedindo mais fé. Muitas vezes somos assim também, dizemos que cremos, mas a dúvida está lá. Temos que ser sinceros diante de Deus, e pedir para que aumente nossa fé, nos ajude a nos fortalecer.
Jesus tem que ser o primeiro e único a quem devemos recorrer para nos ajudar. O pai já havia tentado e nada deu certo, mas quando Jesus chegou, tudo mudou. Ele vem ao nosso encontro, está de braços abertos para derramar suas bênçãos sobre nós. Mas nós temos que dar o primeiro passo também. Jesus só espera que nos acheguemos a Ele, lhe contemos o que está acontecendo, pedimos a sua ajuda e confiemos em seu poder. Ele falou: “Tudo é possível ao que crê”, tudo podemos se crermos, isto é, pedir e ter a certeza de que Deus já nos concedeu o que pedimos, isto se for o melhor para nós. Se está difícil de crer, devemos fortalecer nossa fé, pedindo a ajuda de Deus, mas também nos esforçando para isso, estando em comunhão com Ele sempre.
Marcos 9
1 Dizia-lhes ainda: Em verdade vos afirmo que, dos que aqui se encontram, alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam ter chegado com poder o reino de Deus.
2 Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, Tiago e João e levou-os sós, à parte, a um alto monte. Foi transfigurado diante deles;
3 as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na terra as poderia alvejar.
Marcos 9:14-29
14 Quando eles se aproximaram dos discípulos, viram numerosa multidão ao redor e que os escribas discutiam com eles.
15 E logo toda a multidão, ao ver Jesus, tomada de surpresa, correu para ele e o saudava.
16 Então, ele interpelou os escribas: Que é que discutíeis com eles?
17 E um, dentre a multidão, respondeu: Mestre, trouxe-te o meu filho, possesso de um espírito mudo;
18 e este, onde quer que o apanha, lança-o por terra, e ele espuma, rilha os dentes e vai definhando. Roguei a teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam.
19 Então, Jesus lhes disse: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-mo.
20 E trouxeram-lho; quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o agitou com violência, e, caindo ele por terra, revolvia-se espumando.
21 Perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a infância, respondeu;
22 e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar; mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.
23 Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.
24 E imediatamente o pai do menino exclamou [com lágrimas]: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!
25 Vendo Jesus que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele.
26 E ele, clamando e agitando-o muito, saiu, deixando-o como se estivesse morto, a ponto de muitos dizerem: Morreu.
27 Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou.
28 Quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsá-lo?
29 Respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração [e jejum].